Essa música está na coletânea de rock gaúcho “Segunda Sem Ley” lançada em 1995.
A banda Smog Fog só lançou duas demos. Fiz esse texto há um tempo atrás falando sobre as demo tapes da banda.
Smog Fog Demos (1988 pela Vórtex) e (1993 independente)
É possível uma banda possuir dois momentos em formato demo tape que são clássicos dentro da história do rock gaúcho? A resposta a essa pergunta é: Sim. As duas demos tapes da Smog Fog são perfeitas e refletem dois momentos da banda mais esquecida do rock gaúcho. Segundo o Baixista João Olair, o único que ainda lembra que a banda existiu sou eu. O que é uma pena. Então aí vai: Smog Fog é uma cortina de fumaça com projeções lisérgicas. Tentarei ser mais claro ao defini-los, mesmo que isso seja um pouco inusitado. Isso mesmo, talvez a palavra seja inusitado. Uma banda completamente non-sense, debilóide e que ao mesmo tempo representava o amor de uma forma quase lírica, talvez suicida, quase inacreditável, talvez perfeita.
Nunca teve um baterista fixo. Mas o trio principal sempre esteve presente. João Olair – baixo, Felipe – vocais e Guilherme – guitarra e backing vocais. A voz do Felipe é algo impressionante e único. É só ouvir para perceber que não existe outra parecida. Os backing retardados do Guilherme faz com que o momento mais obscuro e depressivo se transforme num sorriso. O baixo estranho e a forma tosca com que são executadas as músicas principalmente na primeira demo (da Vortex) é impressionante. Na segunda demo, que acabou se transformando numa terceira, eles melhoram e perdem um pouco desse lado mais tosco, mas recuperam em melodias e execuções, coisas impressionantes como é o caso das músicas “Labirinto” e “Não Sei Lê”. É um material difícil de conseguir e que mereceria um lançamento em cd.
Que bom finalmente poder ver a Smog Fog! Sou fã da banda, mas nem sabia que eles tinham um clipe! Muito legal por sinal!