O Epopéia.

epopeiaMe permito um parêntese extremamente necessário antes de comentar o show, para que todos possam visualizar melhor e estabelecer relações. O Nico sempre foi uma pessoa de opinião. Certo ou errado ele tinha essa vontade de manifestar suas idéias. Em função disso acabava sendo criticado. Nada mais normal, geralmente as pessoas não querem ouvir opiniões. Lembro-me de um tempo (até bem distante poderia dizer…) onde o Nico muito mais falava do que fazia, e as pessoas acabam muitas vezes criticando-o em função disso também e talvez também em função de uma série de outros detalhes que não convém nesse exato momento. Mas a verdade é que o tempo passa e as pessoas amadurecem e hoje o Nico é uma pessoa que continua com as suas convicções, é fácil perceber isso ao conversar com ele pessoalmente, mas utiliza e expressa as suas angústias de forma muito mais interessante, ou seja através da música e da poesia (das artes em geral eu diria). É isso mesmo, nos últimos anos a Epopéia resolveu deixar as garagens e mostrar o lado garageiro da banda no palco. Com dois EPs gravados, uma participação num programa da MTV e diversos shows na região, é fácil percer a maturidade sonora da banda. A possibilidade (gerada por eles mesmos) de tocar mais vezes faz com que a banda adquira perspectivas em relação ao palco. É visível o processos evolutivos que a banda teve e ainda tem. O show de ontem foi um exemplo disso tudo que eu estou relatando. Um show mais solto, descomprometido, e consequentemente mais legal. Quando me refiro ao Nico pra falar do Epopéia é porque sempre tive a imagem de que ele é o pilar central disso tudo, mas lógico sempre (muito bem) acompanhado (diga-se de passagem) pela esposa Lisa e pelo baterista Tubin. Que respondem muito bem a todas as perspectivas que a banda tem. O Tubin tem um estilo de tocar que é muito legal e que combina com a proposta da banda e a Liza (apesar da mão biônica em função dos movimentos repetitivos) está tocando cada vez melhor. O vocal da banda (Eliz) é um caso parte. Ela é Irma da lisa. E daí quando mistura família demais acaba sendo difícil para conciliar tudo (haja visto inúmeros exemplos no rock). A Eliz já entrou e saiu da banda algumas vezes. E isso também era algo que acabava atrapalhando o processo todo. Porque quando ela não estava na banda o Nico assumia os vocais. Com ela na banda o show ficam mais solto e descontraído deixando o Nico menos preocupado e mais concentrado no seu instrumento. No repertório é fácil de perceber como que as novas composições se misturam com as composições antigas. E quando eu digo novas composições, são novas mesmo. Fora as músicas que estão nos dois primeiros EPs da banda e sendo que um deles (Epopéia em mo.vi.men.to) foi lançado nessa noite, eles estão apresentando no palco novas composições. Isso quer dizer que em breve novas gravações vão surgir. No meio disso tudo tem alguns covers, que acabam se incorporando muito bem no repertório da banda. E isso também é legal porque geram dinâmicas diferentes nas apresentações. Nesse sentido é legal perceber que a banda aumentou o público que já canta junto músicas do novo Ep como é o caso da música ventila-dores. Na música “Ando Meio Desligado” dos Mutantes o show contou com a presença do Astronauta Pingüim no Moog, Ramiro chacoalhando o chacoalho e dançando e minha (este que vos escreve) nos vocais.
Pois bem foi uma noite de rock and roll que há muito tempo não via em Chapecó. (tudo bem que eu não estou saindo muito de casa ultimamente) mas essa onda de sertanejo universitário é pra acaba com a paciência de qualquer um. E antes de acabar a escrita só tenho uma coisa a dizer: “Pai, é o au-au???” é uma piada interna que não pode ser explicada por motivos alheios a minha vontade. Fiquem com o nonsense da situação que também pode ser bacana.

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1 Response to “O Epopéia.”


  1. 1 Herman ou Niko setembro 16, 2009 às 8:13 pm

    mas há gurizada medonha!
    poisé.. muitos hoje concordam comigo.. e eu, só pra não dizer que não falei das cores, discordo.. hehe! em verdade, sempre não tive um território fixo no pensamento e nas convicções que não são muitas.. cedi um pouco, é fato, mas só um pouco.. hehe.. enfim.. grande festa, grandes pessoas, grandes presenças.. foram tantos espaços: leros & boleros, hollywood, república rock, entre outros.. hoje o ‘entrevero’.. e a vida segue.. gracias Roberto!


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