Variantes e Identidade em Chapecó.

 

Aconteceu na última quinta feira em Chapecó mais um encontro das duas bandas que hoje desenvolvem uma amizade e parceria que vão além dos palcos. Os integrantes da Identidade tem em Porto Alegre um espaço chamado Marquise 51, uma empresa que se propõe a organizar o rock de uma forma civilizada. Tem espaço para ensaio, é um estúdio de gravação, trabalha com workshop, é uma gravadora, e produz artistas gerenciando carreiras. É uma proposta inovadora eu diria e remete a idéia de Factory proposta pelo Andy Warhol na década de 70. A diferença é que a Marquise é voltada a um seguimento cultural que é a música, e que de certa forma se ramifica em possibilidades, mas o foco é música.

Pois bem o segundo disco dos Variantes esta sendo produzido/gravado na Marquise 51. O show foi de certa forma um reencontro no palco dessa parceria que as duas bandas estão tendo no estúdio nos últimos meses. É clara a interatividade/admiração mútua entre as duas bandas. No final da noite uma jam session onde integrantes das duas bandas proporcionaram ao público algumas músicas que fazem parte das suas referencias musicais (Roling Stones e Mutantes). E que não foram executadas na noite em função da noite estar voltada aos trabalhos autorais.

As vezes para sobreviver a esse esquema de rock num momento em que outros estilos musicais tomam conta de forma avassaladora nivelando a nossa cultura nos mais baixos patamares, precisamos revidar e mostras alternativas para esse rock que se diz alternativo. As duas bandas tem uma carreira construída com bases sólidas no lado autoral, mas eventualmente precisam fazer shows incluindo covers ou reinterpretações de grandes clássicos do rock. Não acho isso ruim e muitas bandas se utilizam disso para sobreviver em cenários não propícios para isso. Um exemplo disso pode ser muitas bandas que fazem ou fizeram isso, mas cito a Graforréia que fazia em Porto Alegre as festas baile como eles chamavam. Tinham os shows normais que já eram longos e com um grande repertório autoral.  E isso girava em torno de uma hora e meia a duas horas de shows. E eventualmente eles faziam as festas baile que durava até seis horas com muito Bealtes, Roberto Carlos entre outros.

Sempre digo que com o passar dos anos vem “deminuindo” o meu tesão de presenciar eventos sociais musicais. Em troca disso estou optando por locais menos barulhentos, e eventos sociais mais íntimos como por exemplo ler um livro. E quando saio não tenho muita paciência para ver banda fazendo cover. Nesse exato momento isso diz respeito aos shows do Variantes, prefiro ver eles tocando as musicas deles. O show de quinta foi isso. Um desfile no repertório do primeiro disco e muitas composições do disco novo que sairá ainda este ano. O show começou tarde. Outro problema da noite. Era quase duas horas e não tinha um público muito bom (enquanto isso uma fila quilométrica para quintaneja que acontecia num outro bar da cidade). É o reflexo dos tempos, do derretimento glacial, da destruição da natureza, do fim do big brother, sei lá a explicação para isso, mas o problema é que o show dos Variantes começou mais de vagar. Tudo bem aos poucos foi esquentando e proporcionando ao público momentos de puro rock and roll. É legal ver o entrosamento dos guris e como as músicas novas, que são diferentes do primeiro disco, se encaixam no repertorio antigo. E a verdade disso tudo é que eles tem um jeito de fazer, de tocar que acaba gerando essa personalidade musical. E nesse sentido mesmo as músicas sendo diferentes, elas são Variantes.

Um outro fator interessante que me motiva a ver shows é a recente proibição de fumar em locais fechados. Deixa o ambiente noturno muito mais saudável. Era engraçado ver as pessoas nos intervalos correr para fumar do lado de fora.

A segunda banda da noite foi o Identidade. Já vi diversos shows deles e todos muito enérgicos e explosivos. Dessa vez foi assim também. Fui questionado sobre o Identidade no fim do show por alguns guris que pelo visto não gostaram do show. Acho pertinente o comentário e ta no direito de não gostar. Foi lá pagou ingresso viu e não gostou. Mas acho que nesse momento cabe um comentário. Que não é nem a favor nem contra, é uma constatação. Talvez a principal, ou maior contribuição do Identidade ao rock seja dentro desse aspecto de mobilização que eles proporcionam para si e para as pessoas ao redor e não enquanto inovação musical (fator esse que eu acho que nem existe em larga escala no cenário mundial e além do mais o que é ser inovador musicalmente? Fica aí o questionamento). A verdade é que eles fazem muito bem o que se propõe a fazer que é um rock cru e básico ou como alguns gostam de dizer o verdadeiro rock and roll. Eles são naturais de Lagoa Vermelha e foram até Porto para conquistar seu espaço e acredito que estão fazendo muito mais do que isso. A banda já atravessou vários percalços com a saída e entrada de integrantes. E isso para quem tem banda sabe a dificuldade que é continuar depois que um integrante resolve sair para vender pipoca porque a pipoca dá mais dinheiro do que o rock. E nesse sentido eles se mantém vivos e evoluindo dentro desse cenário musical que precisa de uma renovação já que o mainstream se resume a banda emo (sem soar pejorativo) e o underground a bandas que imitam o rock inglês (também sem soar pejorativo). Isso não é uma justificativa. É uma constatação. Os mesmos guris questionaram o fato do vocalista imitar o Jagger. E várias pessoas já questionaram isso também. E aí a resposta é simples. Tá mas vai imitar quem? Ainda bem que é o Jagger, imagina o Vandú imitando a Cláudia leite. O Júpiter imitava o Jagger com os Cascavelletes e hoje todo mundo acha ele foda pra caralho. E quando eu digo imitar talvez seja no sentido das referencias. E referencias sempre são muito relacionáveis a forma com que se utiliza. E todo mundo tem referencia a algo a diferença é que alguns conseguem esconder mais que os outros. Eu particularmente acho legal os shows deles e me divirto. Quando saio de casa pra ver algo sempre procuro saber o que é que eu vou ver. Isso faz com que eu não crie muito expectativa. Fui ver um show de rock com duas bandas que tocam rock.

O show do Identidade contou com dois integrantes novos que eu não sei quem são. Mas que não vem ao caso. O show foi calcado nas composições do disco novo, recém lançado, chamado de “Antiguidades X Modernidades”, mas sem esquecer as músicas que já são conhecidas do público. Com Lucy Jones, Jogo Sujo, Dance entre outros

Conheça mais o identidade nos links abaixo.

Novo disco inteiro pra baixar no Trama Virtual:

http://tramavirtual.uol.com.br/fas.jsp?id=755213

O novo clipe acabou de estrear na programação da MTV, pra quem ainda não viu:

http://www.youtube.com/watch?v=ZamKqPl8hmw

My Space:

http://www.myspace.com/identidaderock

Youtube:

http://www.youtube.com/identidadeoficial
Twitter:
http://www.twitter.com/identidaderock
Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=108196

 

Blog:
http://www.identidadeoficial.blogger.com.br

 

CONHEÇA OS VARIANTES:

www.variantes.com.br

 

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