Arnaldo Baptista. Se existe lógica na sensação, ela se chama Arnaldo Baptista.

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Ver o Arnaldo é algo que não tem explicação. São sensações e mais sensações. Esse ano ele resolveu fazer o seu sarau, um Sarau –  arnaldiano – o Benedito. É difícil explicar, tem que ir ver!!! O show esteve em diversas capitais e a lógica é simples: uma decoração minimalista, um piano de cauda e o Arnaldo. Precisa mais??? A dinâmica é criar um espaço para que o Arnaldo possa ser o Arnaldo. Não o Arnaldo jovem, bonito e talentoso do tempo dos Mutantes, mas o Arnaldo que evoca tudo isso e hoje se transformou num mito genial. Uma luz de alegria e energia positiva que ele se transformou com o passar dos anos. A presença física é algo indescritível. É mágico ver ele emanar tanta energia para o público. A receptividade é recíproca. O público reage a cada acorde, a cada gesto, sorriso ou careta…

Não importa muito como as coisas acontecem. Todos que estão lá sabem quem é o Arnaldo. Se não sabem, deveriam saber. Deveriam procurar entender. E a lógica ali é o sentimento em estado bruto. É o tipo de show que não dá pra levar pra casa. As pessoas se preocupam em filmar e fotografar tudo. É um hábito estranho. E tenho costume de compactuar com esse hábito. Pra mim funciona como um ótimo auxilio a memória (ou a falta dela). Mas nada se explica o fato de que a presença física ali é que faz toda a diferença. Parece idiota dizer isso. Porque show sem presença física… mas no caso do Arnaldo isso faz um sentido imenso. Você pode até gravar e tentar assistir depois. Mas não é essa a lógica. O Arnaldo transcendeu em vida e colhe os frutos da admiração do público para com ele.

Ao meu entender (uso sempre esse elemento comparativo) ele voltou a ser uma criança, é isso que vemos no palco. Desenhos espontâneos e criativos, com sacadas que são pequenas traquinagens de uma mente que se desligou de tudo e preservou o que a vida tem de bom, a simplicidade. Simplicidade na forma de se apresentar, na hora de tocar, de cantar, de gesticular. Ele se solta. Solta a voz e se delicia com tudo. Se ele emana essa luz para o público, o público responde de forma calorosa. Com aplausos, carinho e respeito. Digno do maior de todos os artistas que a música brasileira já teve.

Já ouvi comentários negativos. Sempre tem os que não entendem, e não percebem que não é pra entender, é pra sentir. Não dá pra olhar com maldade uma coisa tão pura, ingênua, sensível. E tudo isso se reflete a cada gesto, a cada desafinada ou nota errada, caretas ou sorrisos. Ele brinca com tudo aquilo. A impressão é que ele esta ali sozinho, cantando sozinho… se divertindo. Trazer essa intimidade e compartilhar com o público não é pra qualquer artista. É o ARNALDO DIAS BAPTISTA. E legal que esse reconhecimento veio em vida.

A Lucinha – O anjo guardião!

Sempre que eu posso, agradeço por tudo o que ela fez pelo Arnaldo, e consequentemente pela legião de fãs do Arnaldo. Estava sentado numa das ultimas fileiras e de repente olhei pro lado e identifiquei a Lucinha sentada, numa poltrona observando o show. Era perceptível a admiração, respeito e cumplicidade. Não tem explicação. É emocionante e comovente. Uma linda história de amor. Nós, público. Meros mortais. Só podemos agradecer. Obrigado mais uma vez Lucinha!.

Agradecimentos especiais ao Giovanni Paim e a Sônia Maia.

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1 Response to “Arnaldo Baptista. Se existe lógica na sensação, ela se chama Arnaldo Baptista.”



  1. 1 Lourenço Mutarelli – Crowdfunding – Bar – Sketchbooks « Agito com Balalau Trackback em fevereiro 21, 2013 às 5:47 pm

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