Liv e Ingmar. Uma História de Amor.

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Num intervalo entre uma coisa e outra. Resolvi ir ver o filme. Já tinha ouvido falar, mas não tinha muita referencia do que seria e como seria este filme. No inicio pensei se tratar de uma dramatização da história de amor de dois ícones do cinema, mas é um Documentário (ou muito mais do que isso).

Ele: INGMAR BERGMAN.

Ela: LIV ULMANN.

Ele. Mestre sueco do cinema mundial. Estética. Abismos verticais que tentam a todo custo desvendar a essência do ser humano. Imagens. Mais imagens. Silêncio. Portais que se abrem a partir do vazio existencial retratado de forma incrível.

Ela. Atriz de seus filmes. Incrivelmente linda. Inacreditavelmente talentosa. Mulher. Esposa. Amiga.

O filme é um documentário. Não um simples documentário. Uma possibilidade de adentrarmos numa historia de amor (O Love story do título). Linda. Comovente. Eterna.

Ela. Desvenda os segredos através de depoimentos. Falas sensacionais. Poesia visual. Sentimento. Respeito. Devoção a ele e ao cinema. Nos conta a história. A Sua história. Reverencia o mestre. O pai. O amigo. O eterno amante.

Ele. Se faz presente em essência. Nas cenas dos filmes. Imagens de bastidores. Objetos. Cartas. Fotografias.

O filme: Simples. Profundo. O diretor DHEERAJ AKOLKAR conseguiu captar a essência dos dois e transmitir de maneira genial para película. A premissa é simples. Em depoimento Liv Ulmann relembra os momentos com Ingmar Bergman falecido em 2007. Abre as portas de suas lembranças dos 42 anos que conviveu com ele e traduz a essência de um dos cineastas mais geniais de todos os tempos. Durante esses 42 anos Liv esteve casada com Bergman por apenas 5 anos. Mesmo separados tornaram-se grandes amigos. Bergman se referia a ela como o seu Stradivarius. Uma declaração de amor. Quando ela fala disso, seus olhos se enchem de lágrimas.

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As sensações estéticas estão ali. Seja através de imagens da casa na praia (a Ilha de Fårö ), onde Bergman morava (e cenário de seus filmes – Persona),  imagens de bastidores, ou cenas de seus filmes, fotos, cartas, diversos momentos. Recortes de uma vida que intercalam momentos de pura poesia.

A fala da Liv é solta, divertida, poética. O olhar revela a alegria, tristeza, saudade… A maneira como ela relembra as coisas e pontua o amor dos dois é algo sensacional. Ela fala do diretor, do homem, do pai, do marido do amigo. Não poupa elogios e criticas. Relembra tudo com uma elegância presente nos momentos bons, ou ruins, crises etc. Uma história de amor verdadeira. Como todas as histórias de amor verdadeiras deveriam ser.

Confira o Trailer aqui:

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