Banda Repolho e Júpiter Maçã (encontros e desencontros)

aquário Estúdio Dreher - Demétrio, Birck, Passarinho e Júpiter ouvindo atentamente as gravações

aquário Estúdio Dreher – Demétrio, Birck, Passarinho e Júpiter ouvindo atentamente as gravações

A parceria com o Júpiter vem de longa data. Começou ainda quando o Júpiter não era Júpiter, mas o Repolho já era Repolho. Para o Jupiter (Flávio Basso) era um hiato entre o fim dos Cascavelletes e inicio da carreira solo. Nos encontramos pela primeira vez em meio a umas festas baile que a Graforréia Xilarmônica realizava. Esse encontro foi no bar Opinião (antes da reforma) em Porto Alegre. O ano foi 1994, a data? Pois bem, difícil de lembrar até porque não tenho registros impressos, fotográficos… o que restou foi a pior das fontes, a memória.  Lógico que o que vocês vão ler a seguir, segue essa linha de resgate de um hd orgânico e desgastado pelo tempo.

Vamos aos detalhes: A Graforréia tinha o costume de organizar o que eles chamavam de “festa baile” onde eles tocavam 5 ou 6 horas de repertorio “graforréico” inserindo algumas referências musicais e sempre, uma vez ou outra,  as vezes aqui ou ali, recebendo convidados. Desta vez participamos, nós com a Banda Repolho, a Ultramen, o Flávio Basso e a Biba Meira. Festão de róque “Made in Poa”,  com direito a tudo o que uma festa dessas tem a oferecer. Insanidades mil. Era um período onde a gente se sentia meio parte da Graforréia e ocupávamos descaradamente o microfone do Carlo Pianta que se divertia com os backins mais nada a ver da história da Graforréia. Era assim sempre que tocávamos junto. Mas esse não é o foco nesse texto. O show do Jupiter aconteceu em meio a isso tudo. Foi uma intervenção musical de amor e ódio em meio a show da Graforréia. O nosso encontro se deu nos camarins onde encontramos/conhecemos pessoalmente um Flávio Basso mais calmo, introspectivo e gentil. Trocamos poucas ideias nessa época, afinal estávamos em meio a shows que aconteciam ininterruptamente e o entra e sai (no bom sentido) nos camarins era intenso. Um revezamento hora no palco, hora na plateia, hora nos camarins.

Depois desse primeiro ensejo, acabamos recebendo-o aqui em Chapecó num show memorável no Goará. A organização ficou por conta do Giuliano Paludo. E o show em questão era ”pré-lançamento” do disco “Sétima Efervescência”. Fui na passagem de som, conversamos, fiz entrevistas, o show foi gravado e posteriormente utilizado pelo Jupiter no filme “Pescando Jupiter segundo Huxley”. Essa história do Jupiter em Chapecó conto outra hora. Vamos ao terceiro encontro.

Marcelo Birck e Júpiter Maçã

Marcelo Birck e Júpiter Maçã

Quando estávamos gravando o primeiro disco do Repolho, pensamos em convidar o Jupiter para participar de uma das músicas. Mas acabou não rolando, nem chegamos entrar em contato. Mas o encontro nos estúdios aconteceu na gravação do segundo disco em 1998,  nos estúdios Dreher. Ele acabou se fazendo presente para participar das faixas, “Adriana” e “Abixornado” onde ele tocou teclado regido pelo Marcelo Birck. A sugestão dele tocar teclado veio do Birck (que tinha composto e regido os arranjos da Música “Eu e Minha ex”  e estava trabalhando no segundo disco “Plastic Soda” com o Jupiter).

Ouvindo as gravações - Júpiter Maçã e Marcelo Birck

Ouvindo as gravações – Júpiter Maçã e Marcelo Birck

Nesse meio tempo aconteceram diversos encontros fora dos palcos, uma entrevista aqui, uma produção de show ali, uma mostra de filme etc.

Voltamos a fazer show com o Júpiter novamente em 2004, dia 11/09 aqui em Chapecó na Rep (República CRC) foi um reencontro dos palcos. Nesse show o Anderson Bird Tocou Bateria com o Jupiter.

Roberto Panarotto - Júpiter Maçã e Silvio Biondo

Roberto Panarotto – Júpiter Maçã e Silvio Biondo

Teve um outro show, nessa mesma época com os Red Tomatoes e Jupiter que acabamos encerrando o show do Jupiter todos em uníssono cantando “Lugar do Caralho”. Era a formação/show do disco “Tarde na Fruteira” mesmo que o disco ainda não tivesse saído.

Em 2006 tivemos novamente a presença de Jupiter na gravação do nosso terceiro disco. Ele foi um dia ao estúdio Dreher para uma visita/celebração e que acabou virando algo mais especial. Convidamos ele para participar do disco, deixando-o a vontade para fazer o que queria. A parceria aconteceu nas músicas “Não Fui Eu” em que ele tocou teclado e cantou o trecho:

Estúdio Dreher - Gravação da música "Não Fui Eu" Roberto - Demétrio e Jupiter

Estúdio Dreher – Gravação da música “Não Fui Eu” Roberto – Demétrio e Jupiter

“ontem entraram na casa dela, brincaram com ela , não fui eu,

ontem abriram os armários dela, brincaram com ela , não fui eu,

ontem mexeram nas coisas dela, brincaram com ela , não fui eu…”

Também participou da música “Benga na Alemanha” que ele toca piano e “Ruiva” que ele toca 2ª guitarra.

A música “Em Etapu” dê sua autoria e regência é um deleite só e foi sugerida por ele. Na festividade das gravações nos contou umas histórias sobre uma música que na época ele tinha composto pra dar pro Reginaldo Rossi gravar. A música no caso “Em Etapu” que de certa forma resgatava uma verve mais provocativa e visceral adolescente acabou sendo coordenada por ele mesmo que inverteu todas as lógicas de gravação. Ele tocou violão e faz uma segunda voz.  Aprendemos a música na hora e ele mesmo foi tocando e gravando e fazendo os backings  quase como se fosse uma roda de violão. Por fim quando conseguimos um resultado caótico e desprendido, o Jupiter disse: mas falta gravar a bateria. E foi ele mesmo fazer o registro que acabamos creditando no disco como Flávio Basso. O Thomas Dreher e o Gustavo que produziram isso tudo acabaram dando essa cara pra música.

Será que ela mora em Ririca-si?

Júpiter e Roberto Panarotto

Júpiter e Roberto Panarotto

Nosso próximo encontro acontece no dia 10 de julho de 2015.

OBS: Júpiter sempre esteve em Chapecó realizando inúmeros shows e tem uma história bacana com a cidade de Chapecó e fãs locais, mas isso eu conto num próximo texto.

 

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