Arquivo para junho \26\UTC 2015

Último dia da Mostra Cine Oeste – lançamento do Clipe e Show pocket da banda John Filme.

Por: Roberto Panarotto

Quando eu fui convidado para organizar a última noite do Cine Oeste, pensar o videoclipe como forma audiovisual foi ate óbvio, porque já tinham quatro dias do evento organizados contemplando os outros setores audiovisuais. Por isso vi na proposta uma ótima oportunidade para: – Contextualizar a produção de videoclipes na região. – Lançar o videoclipe da banda John filme (que estávamos finalizando). –  Lançar o Unocultural 2015. Conversei com algumas pessoas e percebi que seria legal uma noite pra se pensar o videoclipe como manifestação audiovisual. Mas todos esses clipes estão no Youtube. Alguém realmente se interessaria em ficar vendo videoclipes num teatro? Comecei uma pesquisa identificando a produção de videoclipes da região, partindo das bandas alternativas e que pensam musicas autorais. Foi fácil traçar esse caminho até os dias de hoje, porque nas décadas anteriores a década de 2000, pouca coisa foi produzida, e tudo o que foi feito posteriormente está no Youtube acessível a todos. Entendi que tínhamos que contextualizar o surgimento do videoclipe, o principal canal de veiculação de videoclipes do passado, a MTV e o atual que é o Youtube. Com esse documento em mãos tínhamos praticamente um roteiro de algo audiovisual. E foi assim que surgiu a ideia de abrir o evento com esse material, que acabou sendo gravado/produzido com a ajuda da UnowebTV e sob a direção e organização do Fernando Sbeghen (Maninho) Algumas constatações relevantes para essa evolução do videoclipe na região: – A facilidade tecnológica; – Envolvimento do curso de Audiovisual da Unochapecó, ou de pessoas ligadas ao curso em boa parte das produções. JOHN FILME A banda encarregada de encerrar o evento Cine Oeste foi a John filme que faria um pocket show. Nada mais propício ter uma banda com o nome John Filme para encerrar uma mostra de cinema. Como a noite toda acabou sendo pensada para acontecer audiovisualmente, com esse material de abertura falando de videoclipe (cerca de 18 minutos) o lançamento do videoclipe da Música Dói em Mim, a John filme entrou no clima e acabou pensando uma apresentação diferente. A banda John Filme tem em sua essência a possibilidade/vontade de modificar suas apresentações. Liberdade essa, que só estando no meio alternativo para poder se proporcionar. E a banda sempre se proporciona esse tipo de modificação, seja no formato/integrantes ou até mesmo na proposta/temática do show. A banda começou instrumental e tinha um baixista fixo. Com a saída do Gringo, a banda passou a ser uma dupla, aos poucos inseriram um vocal aqui e outro ali.  Eventualmente o He Man (baixista da banda Os Marmotta de Porto Alegre e produtor musical) participa de alguns shows tocando baixo. Já fizeram shows explorando possibilidades eletrônicas, eventualmente compondo músicas especificas e que acabaram sendo executadas somente naquele show. Outra característica da John Filme é o fato de que os dois integrantes são multi- instrumentistas e isso possibilita que eles não somente invertam os instrumentos no show para alguma performance específica, mas também já tinham feito shows tocando somente com duas guitarras numa exposição de arte. Também fizeram um show de uma hora tocando uma única musica de forma pulsante e ininterrupta. Conversando com a John Filme, sugeri que  em se tratando de um pocket show, eles pudessem pensar uma apresentação um pouco diferente. Não tendo esse compromisso de ser um “show” e ainda nesse contexto, motivados pela ausência física do baterista, eles pensaram uma apresentação audiovisual, meio ao vivo, meio gravado, meio pocket meio microondas. Um “Filme da John Filme Show” ou um “vídeo show filme”, enfim… uma performance audiovisual. E assim o foi feito, quem esteve no Sesc pode ver um filme de meia hora onde Akira  presente, interagia com o vídeo, proporcionando muito mais do que música todo um “mise en scene”. Em determinados momentos a narrativa saia da tela e assumia o palco, músicas eram executadas com o baterista Nando Paludo tocando no vídeo e o guitarrista Akira no palco. Proporcionando ao público uma experiência sensorial diferenciada. Quem esteve presente se divertiu com as novas possibilidades e que ao meu entender poderiam ser incorporadas ao repertorio da banda como formato de show. Foi tudo muito simples, mas difícil de explicar. E no melhor estilo “resgatando as origens do cinema”, foi feito uma mostra do vídeo com a banda (pelo menos uma parte dela) tocando ao vivo em cima de bases pré-gravadas de áudio e vídeo. Nesse sentido foi encerrada a mostra Cine Oeste e ter uma banda com o nome John Filme parece até uma ligação cósmica.  Ainda sobre a CineOeste, foi uma aposta dessa nova equipe do SESC, pensando justamente nessa intensa produção audiovisual que acontece na região oeste. Foram 5 dias de evento, mostrando filmes em vários formatos e estilos, demonstrando que a força audiovisual se concentra nas ideias e vontade de fazer algo independente do formato. Segundo informações dos organizadores a mostra foi um sucesso de público, críticas, comentários, likes e compartilhamentos. Mas tem muito material a ser exibido que não foram exibidos nessa edição e com certeza vai ser realizada uma segunda edição em breve. Sobre o Unocultural em breve estaremos divulgando novas atividades e datas. Fique atento ao facebook e acompanhe. John Filme – Video-show-pocket – música 01 de 03 John Filme – Video-show-pocket – música 02 de 03 John Filme – Video-show-pocket – música 03 de 03

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