Arquivo de março \28\UTC 2013

DEFALLA Crowdfunding 2013

APOIE AQUI!!!

http://www.embolacha.com.br/projeto/271-cd-defalla-inedito

defalla crowdfunding 1

2013 é o ano do Defalla. Depois de mais de vinte (e não sei quantos anos) o Defalla resolveu gravar um disco com a formação clássica (depois da volta em 2011 e alguns shows pelo Brasil afora). E a proposta de financiamento do disco novo não seria mais apropriada. Através do crowdfunding (financiamento Coletivo), os fãs da banda poderão ajudar a pagar as despesas dessa nova empreitada. O Edu já brincava nas entrevistas na década de 90, ele dizia ironicamente: “se alguém quiser mandar dinheiro pra gente” e passava um contato… Eu via isso e achava engraçado, mas virou realidade. Nada mais apropriado aos dias atuais que o fã ajude a banda, já que as gravadoras….

O legal é que não tem motivo pra não apoiar, porque tem contribuição de todo o tipo, desde mais barata que é vinte pila e a mais cara que é mil pilas. Achei engraçado, no item mais caro que diz: a pessoa pode participar do clipe e dar palpite na finalização. Esse item é sensacional, o cara paga pra dar um palpite. Tem também um almoço com os integrantes entre aspas: pelo menos dois integrantes. É a chinelagem voltando em grande estilo. O vídeo de apresentação do projeto é outra pérola. Num estilo autoral mais livre, com montagens toscas eles imploram pelo seu dinheiro.

VAMOS APOIAR Aí QUE O ANO PROMETE PRO DEFALLA!!!

Acesse o link e contribua: http://www.embolacha.com.br/projeto/271-cd-defalla-inedito

defalla crowdfunding 2

Matéria no Globo sobre o crowdfunding!

http://oglobo.globo.com/cultura/defalla-mais-uma-vez-em-busca-da-inovacao-7918838

SEMPRE IRREDUTIVEIS!!!

Enquanto isso, os integrantes do Defalla não param quieto. Envolvidos em projetos mil, estão sempre presenteando os fãs com muitas novidades.

Além de um documentário do Defalla que  a Zeppelin Filmes esta finalizando e que recentemente saiu o primeiro teaser, vários projetos pessoais estão vindo a tona enquanto esperam a finalização do crowdfunding.

BIBA MEIRA está no cast do site da Pearl e continua dando aulas de bateria, passando para as novas gerações o gosto pela música.

http://brasil.pearl-latinamerica.com/nosso_time/artistas_pearl/75/biba_meira

FLU (Flávio Santos) lançou recentemente o seu 3º disco (em cd e vinil).

Você pode ouvir o disco aqui: http://flurocks.bandcamp.com/

Ou encomendar na versão que achar mais apropriada Na Toca do Disco com o Rogério o (51 33114551 – tocadodisco@cpovo.net)

EDU K – Sempre em movimento, Edu lança o single/teaser do novo disco, está apresentando um um reality de bandas chamado Breakdown Brasil e passa no canal da Sony, e em maio vai para Europa para fazer alguns shows.

http://generationbass.com/2013/03/21/edu-k-do-the-brega-teaser-video/

Assista aqui o primeiro programa:

http://oglobo.globo.com/cultura/festival-lusotronics-reune-em-maio-em-berlim-destaques-da-nova-musica-digital-7861473

APOIE AQUI!!!

http://www.embolacha.com.br/projeto/271-cd-defalla-inedito

Sigur Rós – Brennisteinn

vem aí, disco novo do Sigur Rós.

http://www.sigur-ros.co.uk/

Paulo de Nadal – Graciosa

CLIP novo do FRANK JoRge – Sofrimento Nunca Mais

CERVEJA CORUJA – LABAREDA a cerveja do Wander Wildner.

labareda 01

Amigos e parceiros há muitos anos, a Cerveja Coruja e Wander Wildner lançaram recentmente a Cerveja Labareda,  uma Rock Bier Fora de Série com Pimenta, que chega fazendo barulho no mundo das cervejas artesanais.

labareda 02

Mais informações aqui: http://www.wanderwildner.com.br/pagina_labareda.html

Defalla – Discografia do Rock Gaúcho (07.02.2013)

Certa vez eu conversava com o Edu k sobre o disco “kings of Bullshit” e ele comentou que quando o disco foi gravado (em 1992) parecia um trovão, ouvindo hoje parece um peidinho. Não foram bem esses os termos usados e a conversa aconteceu há uns dez anos atrás. A real é que as gravações perdem o peso com o passar dos anos. O nosso ouvido se acostuma a ouvir coisas mais pesadas, as tecnologias mudam etc etc. Mas as mesmas canções que outrora foram registradas a mercê de (ou limitada por) aspectos tecnológicos, continuam canções fortes quando executadas ao vivo. E foi a percepção que eu tive no show do Defalla no “Discografia do Rock Gaucho” no ultimo dia 07 (fevereiro) em Porto Alegre no Opinião.

Sempre digo e não me canso de dizer, e é bom reinterar novamente (mais uma vez por escrito) que a sonoridade dos dois primeiros discos do Defalla já são sensacionais por si só. Ao vivo é uma erupção vulcânica. Vi ano passado o show nesse mesmo projeto (Discografia do Rock Gaúcho) o Defalla tocando o primeiro disco. Foi foda, muito bem executado, emocionante, pra mim que nunca tinha visto essa formação ao vivo etc etc, mas o show do Opinião tocando o segundo disco, “It’s Fucking Borin To Death”, foi algo inacreditavelmente inacreditável. A base sonora do Defalla é um trio, que conta com a formação clássica da família “Monstros do rock e suas Peripécias Musicais Monstruosas” contando com Biba Meira na bateria, Flávio Santos no baixo e Castor Daut na guitarra.  Os três reunidos conseguem criar um cenário sonoro avassalador. Mas nessa noite eles reforçaram o time com presença pé de chumbo do eterno metaleiro numero um de Porto Alegre: Marcelo Fornazzo, (que participou de uma das formações do Defalla). Com isso tudo só posso afirmar que o show foi pesadaço. Tentei gravar alguns vídeos do show e na gravação só aparece um ruído, estourou tudo. Se o lado musical foi insano a performance foi explosiva. Em determinados momentos as músicas entram num loop ruidoso e intenso gerando um caos geral. O disco que eu sempre gostei, e muito ouvi desde a década de 80, ao vivo se tronou algo memorável.

O inicio foi picareta. Começou com uma colagem “de falas” que tem sampleadas no disco, em cima disso entra a batida da música “Como Vovó Já Dizia”. Pensei, agora vai ser foda, vai ter fogos (não, fogos está proibido) vai ser uma loucura, eles vão entrar dependurado em cabos, fazendo acrobacias, jogando bolhas de sabão, o Edu vai entrar num patinete vestido de pornô Barbie, e os sinos… que nada. O que entrou foi o vocal da música num “playback” chinelo. Eles entraram no placo como Senhores Defalla, de maneira lenta e cadenciada, mas reagindo a empolgação da plateia que ovacionava a cada integrante que adentrava no recinto. Nada mais apropriado. Quando estavam todos a postos o Edu grita no microfone: mas desliga essa merda!!! Tive que rir. É o Defalla né. Não tem como querer botar panca de certinho uma coisa que sempre foi anárquica. O que veio a seguir foi um show foda pra caralho. Uma destruição sonora que só confirma a vanguarda artística de uma banda que continua atual tocando músicas compostas e gravadas em 1988.

No meio disso tudo é interessante perceber que os olhares hoje são outros. E se na época eles tocavam nos porões do underground, hoje as pessoas tem informações para assimilar melhor essa quantidade absurda de informação. O Edu que antes soava um maníaco psicopata que apavorava as pessoas em volta, hoje não assusta mais. Até na TV Com (acompanhei eles na participação que fizeram no programa do Roger) o pessoal da equipe, câmeras, produtores etc, que antes deveriam se horrorizar como aquilo tudo, hoje acham engraçado. Nos show ele é o frontman tarado e como sempre performático ao extremo, sarcástico quando necessário, fazendo comentários esdrúxulos e conversando com as pessoas na plateia no meio das músicas. E o que soava agressivo no longínquo anos 80, hoje soa engraçado e divertido mas não menos contundente.

Divertido e contundente, pode ser uma boa definição para o show. É visível o fato de que eles se divertem com isso tudo (e sempre se divertiram). Em diversos momentos o próprio Castor se emocionava vendo a Biba tocar e comentava ao microfone. A Biba, por ser a única mulher assumida da banda, continua sendo alvo do deboche, mas responde a altura mandando eles se fuder o tempo todo. No show tiveram momentos de: a Biba continua boa ou não??? E também momentos de votação para ver se o Fornazzo fica na banda. E assim o show foi acontecendo na sequencia do disco.

Na música instrumental Metallica (que encerra o lado A do disco) o Edu, diz e aí qual é? A Biba: Metallica. Edu: putz, vai ao microfone e diz: Esse é o meu momento Beto Bruno e sai do palco. Deixando eles destruir numa música instrumental de alguns segundos. É uma música tão forte no disco e ao vivo eles deixaram ela mais enxuta e potente.  A volta do Edu ao palco se dá com o inicio do lado b mais conhecido da banda: Its Fucking Borin to Death” (musica que discretamente dá nome ao disco) e um dos grandes clássicos do Defalla. O povo nos camarins se emociona e adentra no palco para dançar e cantar junto. A partir dali tudo vira festa.

Beto Bruno e Edu K num momento interativo a moda antiga.

Beto Bruno e Edu K num momento interativo a moda antiga.

É legal perceber a reverencia das pessoas, principalmente da classe musical que percebe a importância do Defalla nesse cenário da música brasileira. O Beto Bruno que já tinha se manifestado no programa da TV Com, fez questão de repetir para o seu público na hora do show. Uma espécie de aviso. Olha molecada. O que vocês vão ver a seguir é uma das bandas mais anárquicas brasileiras. Mas estavam ali também, outros músicos da velha guarda portoalegrense que sequer são vistos na noite, só pra ver o Defalla. O Freddy (da Comunidade Nin Jitsu) estava visivelmente emocionado com tudo aquilo e justo ele que puxou os “bis” do show. E foi emocionante. Eles voltam pro palco acompanhados da Cachorro Grande e tocam Slaughterhouse e Satisfaction na versão do disco “Kings of Bullshit” (outro disco clássico do Defalla e que define toda cena musical da década de 90). Foi engraçado ver o Defalla tocando Satisfaction e cachorrada dançando que nem rapper. O final foi apoteótico.

Foi legal também ver e constatar uma gurizada em frente ao palco “descobrindo” o Defalla. Tem uma renovação bacana acontecendo. E o que vem por aí promete. A banda vem “ensaiando” e fazendo novas músicas, com a ideia de gravar um novo disco (que deve sair até final do ano). Aguardem novidades em breve.

Abaixo mais algumas fotos tiradas por este que vos escreve:

Castor e a sua caixa mágica.

Castor e a sua caixa mágica.

Castor - Fornazzo - Flu

Castor – Fornazzo – Flu

Edu K )na contra foto( - o côncavo e o convexo.

Edu K )na contra foto( – o côncavo e o convexo.

passagem de som

passagem de som

Defalla – ao vivo na TV Com – Programa do Roger.

defalla - tv com

Confira o Programa aqui.

bloco 01

http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/programa-do-roger/2013/02/programa-roger-confira-participacao-banda-falla-bloco-07-02-2013/12238/

bloco 02 – Entrevista com Lelê + Beto Bruno.

http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/programa-do-roger/2013/02/programa-roger-beto-bruno-fala-sobre-projeto-discografia-rock-gaucho-bloco-07-02-2013/12247/

bloco 03

http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/programa-do-roger/2013/02/programa-roger-confira-participacao-banda-falla-bloco-07-02-2013/12246/

bloco 04

http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/programa-do-roger/2013/02/programa-roger-confira-participacao-banda-falla-bloco-07-02-2013/12244/

CONTINUE LENDO O TEXTO SOBRE O SHOW DA CACHORRO GRANDE:

https://acb2.wordpress.com/2013/03/01/cachorro-grande/

Cachorro GRANDE!!! Discografia do Rock Gaúcho (07.02.2013)

A Cachorro Grande tem várias fases e diversos tipos de show. Eu tenho uma teoria pra identificar/rotular e divido da seguinte forma:

– Tem os shows que eles mostram a bunda no final, que são os shows foda pra caralho.

– E os outros que são shows pra menininha (as cachorretes, como são carinhosamente identificadas as fãs do Cachorro Grande) e que ao meu ver é mais fru fru e eles não mostram nada.

Porrra!!! Quem já viu a Cachorro Grande no inicio sabe que os o shows naquela época sempre eram shows bunda de fora. Quebravam tudo (literalmente) davam o sangue e o suor (literalmente) e no camarim davam… deixa pra lá essa parte. No final tinha que mostrar a bunda. Nada mais lógico.

Essa é a deixa para afirmar que o show da Cachorro Grande  foi um show bunda de fora. A missão: tocar o primeiro disco, distante no tempo mais de dez anos (12 pra ser mais preciso). Foi legal ver isso, até porque a sonoridade da banda mudou, a formação da banda mudou, as letras mudaram, eles se mudaram pra são Paulo… Mas legal perceber que, quando querem, sabem fazer um pusta show de rock (como ninguém).

As três primeiras músicas do disco foram os três primeiros singles/clip da carreira da banda. O show já começou no talo. Fiquei pensando, quero ver eles segurar a onda até o final. E daí pra frente foi uma quebraceira total.

Legal perceber que os “lado b” do disco equilibram muito bem com todo o restante das músicas ao vivo. Mesmo nas baladas onde o público canta junto e se emociona junto, e faz careta junto… o pique não cai. Até porque o que vem em seguida são pedradas mais fortes e performáticas, explorando improvisos e demonstrando virtuosíssimo e força. Os Cachorros quebraram o protocolo, entraram dez minutos atrasados e não tocaram “Cleptomaníaca de Corações”. Não sei se alguém reclamou, ou percebeu. Não precisou. No bis eles tocaram a música “Edu” que vem escondida no disco (faixa bônus). No final compensou, depois de muito tempo poder rever o Cachorro GRANDE de verdade e de bunda de fora.

 

Parênteses para o “Discografia do Rock Gaúcho”.

Uma baita sacada do Lelê que comentou na TV Com, que conversava com o Beto Bruno quando teve o insight colocar as bandas tocar um determinado disco na integra. Ele organizou e viabilizou o projeto. Além de ser uma baita sacada, uma ideia divertida e importante pras bandas, tem o lance de poder mostrar ao vivo a obra como um todo. Em tempos de internet, onde as pessoas baixam canções aleatórias, o conceito de álbum se perde é importante essa afirmação de que é um álbum e que tem uma consistência na maneira como foi concebido. O artista passa horas compondo, identificando uma sequencia, pensando em como amarrar tudo isso, na concepção gráfica, pra depois levar para os palcos etc etc. Daí o guri vai e baixa só a música do clip ou a que esta tocando na “radia”. O “Discografia” resgata essência de ouvir um disco na sequencia que foi pensado, respeitando a essência estética da obra. É um habito que a geração mp3 está perdendo.

No caso do Defalla, tem também o fator reunião/resgate. Foi nesse projeto que a banda se reuniu e voltou a tocar junto e percebeu e que poderia retomar o caminho da bifurcação abandonada em 1989.  As novas gerações podem agradecer o fato de poder ver a banda tocando ao vivo. Um complemento essencial para todo fã da banda. Ouvir o disco, ver o clipe, a foto na revista e ver a banda tocando ao vivo. Vida longa ao “Discografia”!!!

http://www.facebook.com/discografia.rockgaucho?fref=ts