Arquivo para outubro \13\UTC 2011

Exposição do Digo no SESC – Apenas faça!

Não se lamente, faça. Apenas faça. Reclamar é fácil, criticar é fácil… Fazer é mais divertido.

Neste trabalho, Digo pensa um universo particular construído dentro de um cubo branco. A narrativa esta presente de forma única. Tudo é interligado, as cores, objetos, linhas, contornos, direções e sentido criam uma narrativa circular, abstrata e repleta de interpretações.

“Apenas faça” são palavras de ordem. Elementos que estão presentes na essência de alguém que resolve fazer grafite numa cidade que não tem muro. Digo é o primeiro a se aventurar nesse universo do grafitte em Chapecó. É inquieto, o ponto de interrogação é uma constante no seu dia a dia e no seu trabalho. O que move as pessoas são as perguntas. Nessa insistência por estabelecer algo é que Digo constrói sua identidade. O rosto do artista adquire outra proporção e passa ser sua obra. A identificação das pessoas acontece através dos sentimentos compartilhados.

Acompanhei o inicio dos trabalhos no domingo que antecedia a exposição. Vi os rafes e fiquei imaginando como aquilo tudo tomaria forma. Mesmo com o meu esforço, não consegui chegar a um terço do que seria o resultado final. Pensei que não daria tempo. Mas o tempo é relativo. Digo passou alguns dias na Galeria de Artes SESC. A idéia não era preencher tudo nos mínimos detalhes. Era trabalhar os elementos de forma ordenada. Organizar esse caos. Possibilitar leituras, interpretações. Está tudo ali. O branco é o silencio. O intervalo entre uma reflexão e outra. Reflexões de uma obra que nos abraça. A visão é essencial, mas não consegue perceber o todo. O cheiro da tinta não se faz presente devido as alergias de primavera. Aproxime o olhar, observe tudo atentamente, sinta as cores e as texturas. A luz intensifica o olhar. Valoriza as formas. Tudo é muito bem pensado. Amarrado. A obra poderia ser vista como um resumo circular de uma curta história. Uma história repleta de objetos, figuras e significados. Uma história que tem muito a evoluir, mas que já se mostra imponente. A metáfora do cubo branco nos deixa pequenos perante o universo de possibilidades que se abrem.

Acompanhe o trabalho do digo aqui: http://www.flickr.com/photos/digo_c

Em tempo: a proposta da exposição veio de uma parceria com o SESC, um projeto que prevê além do grafite:

– Galeria de Artes SESC Chapecó – 06 de outubro a 02 de novembro

– Entrada do Pavilhão 1 – EFAPI 2011 – de 7 de outubro a 16 de outubro

– Hall de entrada Supermercado Celeiro Center – 16 de novembro a 30 de novembro

Informações:
Programa de Cultura SESC Chapecó – Telefone:(49)3319-9128

 

Egisto Dal Santo no Unocultural

Egisto é um musico gaúcho que tem um currículo extenso em termos musicais. Já produziu todo mundo e já tocou com todo mundo do “Rock gaúcho”. Também  se aventurou na escrita e publicou um livro contado historias do rock gaúcho (Notas de viagens – Aventuras e desventuras no rock gaúcho). Além disso tudo que relatei acima, ele tem uma carreira solo focado em composições próprias (ou parcerias). A proposta do Unocultural ao trazer o Egisto Dal Santo pra Chapecó, foi proporcionar ao público a oportunidade de ver o lado mais intimista desse roqueiro que já tocou para público diversos em toda a sua carreira. O show aconteceu no teatro do SESC e acompanhado pelo Gambona (velho combatente de guerra e bluseiro, que também toca na banda solo do Egisto e No Historias do Rock Gaúcho) encantou o publico presente.

O Unocultural, aproveita a disponibilidade e interesse dos músicos para pensar novos formatos e possibilidades. E foi isso que aconteceu. O show apresentado percorreu a carreira do Egisto resgatando músicas do tempo dos Colarinhos Caóticos (Útero), carreira solo Vacilo (do disco Maquina de Destruir Dinheiro) e parcerias com o Bebeco Garcia (Mexe e Rebola), Charles Master, Julio Renny (Cão Vagabundo) entre outros.

Egisto é um contador de histórias. E como todo bom contador de historias, um mentiroso de primeira. Que “mente” porque se aventura a contar as coisas do seu ponto de vista. Mas suas histórias ganham contornos e nuances tão pontuais que acabamos nos envolvendo com tudo isso e o que é pior (ou melhor) acreditando. A cada canção uma contextualização que nos remetem ao universo explorado e que o inspira.

O show começou com voz e violão. Uma luz focada no musico reduzia os espaços do palco. Mais intimista impossível. Segundo ele, a inspiração maior é o seu novo amor Carol. Todo o show foi dedicado a ela. A partir da quinta música “Gambona” assumiu a guitarra, fazendo o contraponto perfeito de solos bluseiros a voz rasgada e profunda de Egisto. Em alguns momentos Egisto assumiu o bandolim deixando as canções mais suaves. O publico, pequeno mas reduzid… de qualidade como diria Frank Jorge, curtiu uma noite agradável com boa musica e ótimas histórias. Momentos muito legais de um musico que ainda acredita no underground e faz de tudo para se estabelecer e estabelecer a sua obra dentro dessas perspectivas.

Ainda em Chapecó, Egisto gravou o programa Estúdio A (da Unochapecó) que vai ao ar pela Unowebtv em breve.

Exposição do Digo no SESC.

Começa hoje. informações abaixo. acesse o flickr:

http://www.flickr.com/photos/digo_c

Jupiter Apple e Cidadão Instigado no Rock in Rio (show completo)

Se o Rock in Rio vale a pena… Aqui está um motivo.

Veja o show do cidadão instigado e do Jupiter Apple na integra.

Aqui tem entrevistas:

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1648665-7822-ESSE+CARA+E+UM+GENIO+DIZ+JUPITER+MACA+SOBRE+CATATAU+DO+CIDADAO+INSTIGADO,00.html

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1648821-7822-JUPITER+MACA+DIZ+QUE+A+MISTURA+DOS+RAPAZES+DO+CIDADAO+INSTIGADO+E+MATEMATICA,00.html