Arquivo para novembro \30\UTC 2009

Dossiê “Let It Bleed”

Acesse e confira!!!

A burrice consiste em jogar contra.

Não tem mais volta. Todo mundo sabe disso. Até uma criança de 02 anos sabe que caiu na rede é peixe. Mas os donos da indústria do entretenimento insistem em prorrogar o inevitável: que o conhecimento e a cultura na internet nasceu para ser gratuita.

Desde que surgiu o Napster (primeiro caso oficial) compartilhando arquivos, a indústria tenta anular/processar/punir um sem numero de sites que compartilham informações culturais gratuitamente. Não se faz isso pra ganhar dinheiro, e sim para enriquecer culturalmente. Não tem como tentar impedir. Se proibir aqui surge algo ali e as coisas vão se ramificando e criando vida na internete. O proibido vai ser mais divertido sempre.

A cada semana algum site é ameaçado e no dia seguinte surgem novas alternativas. A mais recente é a tentativa de bloquear o conteúdo do site Mininova. E conforme o título deste post, a burrice consiste em jogar contra. Temos que pensar alternativas para lidar com isso tudo. Se a indústria quer ganhar dinheiro tem que encontrar soluções para lidar com isso tudo que se torna mais comum a cada dia. As novas gerações estão nascendo numa sociedade virtual livre e gratuita.

Na verdade a discussão é longa, mas não tenho muito mais a dizer. Abaixo alguns links que noticiaram o fato.

confira:

http://br-linux.org/2009/mininova-segue-ordem-de-corte-holandesa-e-exclui-boa-parte-dos-torrents-da-sua-busca/

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/site-de-torrents-mininova-encerra-suas-atividades-515102.shtml

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1393658-6174,00-SITE+DE+TORRENTS+MININOVA+ENCERRA+SUAS+ATIVIDADES.html

O Tarantino é foda pra caralho!!!

Pronto falei. E nem foi tão difícil assim. Aproveitei o título do texto para me livrar desse problema. Assim me sinto mais confortável para comentar sobre o filme Inglorious Basterds, novo filme do Tarantino. Apesar do séqüito de seguidores, a cada lançamento seus filmes sempre geram polêmica. E com Inglórios Bastardos não é diferente. Nesse filme Tarantino resolveu cutucar a ferida com um tema que também sempre gera polêmicas. E o bacana é que, por mais que você pense que ele fez um filme de vingança dos judeus contra os nazistas, o propósito do filme não parece ser bem esse. Ele cria uma história fictícia a partir de um fato histórico. Mas se utiliza da liberdade criativa para criar uma ficção. E nessa ficção que talvez até tenha algo semelhante com a realidade, ele simplesmente imbeciliza todos os dois lados. Não perdoa ninguém. Na verdade é ele, o próprio Tarantino que te bate com o taco na cabeça ou tatua a sua marca a ferro e fogo na sua testa. Depois de sair dos cinemas tu nunca mais será mesma pessoa A história da segunda guerra nunca mais vai ser vista ou contada com os mesmos olhos. Inglórios Bastardos é um marco, antes de alguém se aventurar por estes caminhos vai ter que pensar muito a respeito. Pois bem vamos a algumas constatações. Ele é um grande roteirista e sabe muito bem criar e explorar diálogos envolventes e sensacionais. Isso já existia nos seus filmes anteriores. Mas ele sempre teve um “gosto duvidoso” para os metidos a cinéfilos de plantão. E muito questionando quando propunha estéticas de filmes B, de kung fu ou western spaghetti. Já na introdução, nas primeiras cenas do filme fica clara a referencia ao western, mas dessa vez realizado de forma muito interessante. Ele consegue criar instantes sublimes de pura inspiração cinematográfica numa introdução no mínimo perversa. Tempo perfeito, enquadramentos sensacionais em cenas memoráveis completada com atuações sensacionais e diálogos perfeito. Na verdade é difícil escolher somente uma cena, o filme inteiro é memorável. O filme inteiro é uma aula de cinema. Demonstrando toda a perspicácia e sensibilidade de Tarantino em realizar filmes. Fui ver numa sessão da meia noite e não pisquei o olho. O filme simplesmente te envolve. E quando tu acha que Tarantino já usou e abusou das perspectivas violentas, outro elemento sempre questionado em sua filmografia, ele te surpreende com possibilidades incríveis. Não tem como não se arrepiar ou então soltar uma gargalhada. Liberando todo o lado sádico do ser humano. Não tem como não se identificar com o Aldo The Apache (interpretado por Brad Pitt) em alguns momentos do filme ou então com o nazista caçador de judeus Hans Landa, brilhantemente interpretado pelo ator austríaco Christoph Waltz. A sua atuação merece todos os prêmios do mundo. Não que isso seja tão relevante. As melhores cenas acontecem a partir dele. Sua atuação é primorosa, cínica e perversa. Não podemos descartar as atuações femininas. Diane Kruger interpreta Bridget Von Hammersmark, uma atriz alemã que na verdade é uma agente infiltrada. E Mélanie Laurent que protagoniza a essência de uma vingança. A sua idéia é meio previsível enquanto perspectiva de vingança, mas a forma com que ela executa a sua idéia é muito foda. As cenas apesar de trágicas são muito bonitas e poéticas. Não vou falar muito sobre o roteiro. Vá aos cinemas e assista. Com certeza você passar algumas horas se divertido com o melhor cinema hollywodiano dos últimos tempos.

assista o trailer no youtube. http://www.youtube.com/watch?v=v4ug2PGniMM

Mas procure na internete que ja tem o filme em alta resolução para baixar e com legendas. Se possivel vá ver nos cinemas.

Natal em Chapecó é muito mais emocionante.

http://www.vimeo.com/7833650

Fico sem palavras quando eu vejo algo assim.

Comovente. Surpreendente. Impressionante. Lisérgico…

Crianças não tentem fazer isso em casa.

Resenha do disco que eu não ouvi.

Gosto de exercitar a minha imaginação escrevendo sobre coisas que eu não vi, não li ou não ouvi. Me sinto um jornalista quando faço essas coisas. Mas na verdade, com a qualidade da música brasileira apresentada recentemente os jornalistas é que estão certos em não gastar os seus ouvidos com tanta bobagem produzida.

Não anunciei no inicio para criar um certo suspense, mas eu estou me referindo ao novo disco dos Mutantes. Novo disco dos mutantes?!? Quem é que fez esse sacrilégio??? O Sérgio Dias. E sim o disco é um sacrilégio e não tem sentido dentro da proposta musical da banda. É perigoso brincar com os mortos. Mas na verdade essa situação não é nova, é a mesma situação que já aconteceu na década de 70 quando o Sérgio (olha ele aí de novo), resolveu continuar a banda e lançar alguns discos em nome da banda. Tudo bem errar uma vez e a gente até perdoa, mas duas vezes é foda.

Vamos as constatações.

Sempre achei o Sérgio Dias um baita músico. O melhor de todos. Mas o lado criativo sempre foi concebido pelo Arnaldo e talvez a Rita Lee. Essa é a minha visão dos Mutantes. E mais do que isso a época era propicia para o que eles faziam. A química entre eles é que proporcionava aos Mutantes, ser os Mutantes. E toda babação de ovo pra cima deles só comprova toda essa genialidade. Mas não é só isso. Os Mutantes eram um time. Que tinham uma cabeça (Arnaldo), uma frontman (Rita Lee), uma baita músico(Sérgio Dias) além dos três personagens principais, tinha o Dinho (bateria) Liminha (baixo) e mais o talento inegável do Cláudio dias Baptista (irmãos mais velho) que gerava um série de instrumentos e engenhocas musicais que propiciavam aos Mutantes uma sonoridade única. Sem esquecer do grande maestro Rogério Duprat em arranjos mirabolantes e sensacionais. Tudo isso é que gerou a banda mais genial de todos os tempos da musica brasileira. Poderia me referir a eles como uma entidade musical ou algo superior. E não seria exagero haja visto os cinco primeiros discos do grupo. Aí agora eu lhes pergunto.

Como reproduzir ou refazer esse bolo com apenas um dos ingredientes??? E a resposta é muito óbvia: impossível. Só o Sérgio Dias não percebeu isso e a resposta está aí e se chama Haih Or Amortecedor. É quase um cover de algo que um dia foi os Mutantes começando pelo título que sugere um isso ou aquilo como acontece na Divina Comédia ou Ando Meio Desligado. Chamou o Tom Zé pra compor junto (como já havia feito em 2001) chamou o Jorge Bem pra contribuir com uma canção(como já havia feito com a “Minha Menina”). As Fotos de Divulgação tentam sugerir aquelas produções geniais de fotografia que eles faziam na época e que aqui soa datado e meio sem sentido. E por fim montou uma banda extremamente técnica (mas não criativa) para reproduzir o que eram os Mutantes. Será que funciona??? E a resposta é simples e funcionou no palco, na intenção de reproduzir os discos. Tive a oportunidade de ver dois shows. E já comentei isso anteriormente acredito que o Sérgio foi muito esperto e colocou a prova toda sua sabedoria musical para proporcionar para os fãs um espetáculo único. Talvez um espetáculo que as pessoas na época dos Mutantes não tiveram a oportunidade de presenciar devido as precárias condições da época. E o legal desse show é que toda sonoridade da banda estava ali reproduzida de forma inacreditável e os shows foram um sucesso. Verdadeiras explosões de emoção e sensações. Confesso que me emocionei em vários momentos. Tudo ali foi muito bem pensado para reproduzir a genialidade dos discos. E a falta da Rita Lee nem era percebida já que (ate nisso o Sérgio pensou) colocou uma backing vocal para fazer a voz dela ao vivo. E hoje ele coloca alguém que tem o perfil da Rita Lee para assumir o papel que ate então foi totalmente mal interpretado pela Zélia Duncan, que nessa proposta não fedia nem cheirava. O brilho da presença do Sérgio e do Arnaldo ofuscava qualquer possibilidade de criar uma nova cara na banda.

E tudo isso agora tem o outro lado da moeda. Foi bom enquanto durou e deveria continuar assim, imaculado. Funcionou no show, mas não tinha como funcionar no disco. Haih Or Amortecedor é um disco que é legal. (lembrando que eu ainda não ouvi o disco) mas se fosse lançado com o nome de Sérgio Dias. Sim, porque ao colocar o nome Mutantes pesa a responsabilidade de ser tão genial quando os primeiros discos. Aí a produção do disco peca em muitas coisas. Falta a loucura, a época, o lado inventivo, provocativo, arrojado e sensacional que eram as propostas musicais dos Mutantes. Em troca disso sobrou o perfeccionismo musical do Sergio e que soa datado. Sim o disco é muito bem produzido, bem tocado, bem gravado. E talvez seja o melhor disco do Sérgio em carreira solo. Ouçam o disco, mas não como um disco dos Mutantes e sim como o disco do mutante Sérgio Dias. Eu uso essa abstração para ouvir os discos gravados por ele na década de setenta em nome dos Mutantes. E funciona. No mais era isso.

Resenha de alguém que ouviu o disco e também não gostou:

http://costeletasdoelvis.wordpress.com/2009/09/24/haih-or-amortecedor-os-mutantes/

SENSACIONAL!!!

Depois dizem que a gente é colono…

COLONO COLONO CO CO COLONO SEMO TUDO UNS COLONO!

 

 

Wander Wildner – AVENTURAS de um PUNKBREGA

Shows antológicos com sus Comancheros e vídeoclipes dirigidos por amigos estão reunidos em Aventuras de um Punkbrega, primeiro Dvd solo da carreira de Wander Wildner. O novo trabalho sai pelo selo Fora da Lei com distribuição nacional da Unimar Music.

 Mais informações no site www.wanderwildner.com.br  

 Shows de Lançamento

21 nov – Londrina/PR – Festival Demosul

25 nov – Porto Alegre /RS – Sargent Peppers Bar

26 nov – Novo Hamburgo/RS – Abbey Road Bar

27 nov – Paraiso do Norte/PR – Aniversário da Cidade

03 dez – Porto Alegre/RS – Live Sport Pub

05 dez – Porto Alegre/RS – Usina do Gasometro

12 dez – São Paulo/SP – Sesc Pompéia

14 dez – São Leopoldo/RS – Armazem San Lou

15 dez – Porto Alegre/RS – Zelig Bar

23 dez – Rio de Janeiro/RJ – Cine Iris

24 dez – Passo Fundo/RS – 7 Natal Q Seja Rock

30 dez – Goiania/GO – Bolshoi Pub