Arquivo de março \13\UTC 2011

Arnaldo Dias Baptista.

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Plato Divorak é um gênio infantil!!!

Este que vos escreve na presença do mestre Plato, numa possível parceria musical que nunca se concretizou. Foto tirada pelo Thomas Dreher nos Estúdios Dreher (2003).

(e quem pediu???)

Ninguém. Na verdade não fui consultado, mas quando vi essa matéria “Plato Divorak por Plato Divorak e pelo mundo”,  achei sensacional.

Saiu aqui: http://noize.virgula.uol.com.br/2010/08/19/plato-divorak-por-plato-divorak-e-pelo-mundo/

Além do ótimo depoimento Plato por Plato (que tomei a liberdade de copiar logo abaixo)…

…eles recorrem a alguns nomes da música gaucha para manifestar seus sentimentos a respeito do Plato Divorak.  Como eu falei, ninguém pediu a minha opinião, mas tive que me manifestar. Plato Divorak é uma possibilidade de viagem lisérgica sem ácido. Um simples e mero encontrão com ele nas ruas em Porto Alegre, podem proporcionar momentos únicos.  Conheci Plato (não pessoalmente) ainda na década de 80 numa das suas primeiras incursões musicais através de uma demo coletânea da Vórtex. Numa matéria na revista Bizz ele dizia que era natural de Santa Rosa e era vizinho da Xuxa, e quando criança carregava ela no colo. Desde que o conheci pessoalmente foram só momentos de alegrias e descontrações nonsense. Coleciono histórias mirabolantes do Plato desde então. Todo mundo que conhece ele tem uma pra compartilhar. Sempre historias  fantásticas e sensacionais de uma pessoa com uma mente privilegiada e talvez explosiva. Por ser tão explosiva e intensa talvez esteja aí a grande dificuldade dele em se relacionar com o mundo.  E a música é a válvula de escape, sua voz é única e suas manifestações artísticas, poética e literárias remete ao melhor dos melhores das artes de todos os tempos. Sua essência musical é algo inacreditável e graças a ele podemos presenciar momentos únicos, um misto de sensações no monótono cotidiano da música brasileira. Desde seus primeiros trabalhos com a Pere Lachaise passando por Lovecraft, Frank e Plato e sua carreira solo. Tudo ali é sensacional. Já encontrei com ele diversas vezes nas ruas, já entrevistei ele em alguns momentos e tivemos a honra da sua participação no compacto “Sorria meu bem” lançado pela banda Repolho. Suas introduções (no bom sentido, ou não) ao tema, são primorosas. “Hey aeromoça vamos lutar conosco!!!”.

Gostaria de estender o convite para que outras pessoas se manifestem e contem suas histórias envolvendo Plato Divorak. Acredito que isso possa ser um projeto permanente. Algo sem fim e todos compartilhando emoções e experiências mil ao lado dessa criatura fantástica que se auto-intitula Plato Divorak.  Vamos criar um grande mosaico de informações Dvorjackianas.

Cisne Negro – Imperfeições precisas.

E pensar que o cinema é irregular e eventualmente Hollywood se da o luxo de apresentar essas pequenas imperfeições ao grande público. Cisne Negro é uma obra prima imperfeita. Ele nos faz pensar que tudo pode soar esteticamente bonito e em termos cinematográficos, magistral. É quase um erro. Um erro muito bem elaborado e consequentemente, com muitos acertos.

Cisne Negro é um filme muito foda. Fui ver e fiquei impressionado com a voracidade em que as coisas acontecem. Tudo é muito intenso, tenso e sensível, demonstrando de maneira cruel os sacrifícios que os seres humanos fazem para atingir a perfeição naquilo que acreditam. O filme lida com esse limiar extremo. O limite do corpo, da mente e da alma.

A premissa do filme é simples e talvez por isso seja genial. É um recorte do cotidiano de uma bailarina que ao ser cogitada para representar a peça o Lago dos Cisnes (um balé dramático em quatro atos do compositor russo Tchaikovsky), se entrega de corpo e alma para conseguir o papel. O tema abordado é muito pertinente nos dias atuais mas não é novo. Nova talvez seja a forma com que Aronofsky lida com esse universo da dança e principalmente, relaciona com a linguagem do cinema. As câmeras dançam fazendo o par perfeito, o duplo com a bailarina que faz o duplo com ela mesma através dos espelhos que a alma lhe proporciona. A pergunta que fica é: será que existe um ser humano que consegue se expressar de forma precisa e convincente nos dois extremos da sensibilidade humana? Esse eu acho que é o desafio. Se a personagem principal consegue ser pura e meiga na sua essência ela tem todos os atributos para interpretar o cisne branco. Mas será que ela é capaz de se projetar para o outro lado e com a mesma desenvoltura atender as expectativas do cisne negro um lado obscuro e até então desconhecido???

É isso que o filme Cisne Negro tenta passar para o espectador. É uma imersão sensacional numa série de possibilidades e sentimentos. O filme é intenso e proporciona alegrias e tristezas, medo, raiva, pena, arrepio tudo ao mesmo tempo. Esse talvez seja o grande mérito dos grandes filmes, proporcionar um misto de sensações e possibilidades que vão muito além da leitura óbvia em termos narrativos. Saímos da sala confusos como se a roda de um automóvel passasse somente numa parte do nosso cérebro. Perdemos algo ali naquele espaço destinado aos grandes entretenimentos da indústria cinematográfica. Em pedaços é uma definição boa para descrever o que acontece com a cabeça de quem vê o filme.

Mas para conseguir tudo isso, tem que se despir dos sentimentos e se proporcionar as experiências que o filme apresenta. Apreciar o lado bonito e ao mesmo tempo imperfeito. Ver o limite com que as dedicações extremas proporcionam. O excesso de tudo que gera dor. Física e da alma.

Enquanto proposta de linguagem Aronofsky consegue tudo isso. As cenas com espelhos são sensacionais. A trilha sonora está perfeita. Com movimentos suaves de câmera ele nos encanta e com tensão e profundidade ele nos derruba junto com a protagonista. Depois de alguns instantes estamos totalmente imersos. Não vemos a superfície. É tudo confuso e obliquo. A morte é certa. Mas não uma morte qualquer. Uma ’Morte em Veneza’. Uma morte estética. Profunda, contundente e incrivelmente bela. Sensacional na sua essência e determinação. A historia de uma criatura que vai de um estremo ao outro em segundos e a cabeça se perde nessa transição e explode em prol de algo superior que é a arte. A arte no cinema.

As peças de antiquário do modern kid – Noticias Jupiter Maçã.

Roubei do site dos armênios. Leia aqui. Muitas novidades.

http://www.osarmenios.com.br/2011/02/as-pecas-de-antiquario-do-modern-kid/

Jupiter no Pere Lachaise! Canta em homenagem aos mortos ilustres.

Rango.

Um teaser foda pra caralho. Um trailer legal. Um filme com uma estética impecável. Personagens legais. Trilha boa pra caralho. Um peixe surreal. Cenas memoráveis. E uma história repleta de clichês. É uma pena. Vi dublado. É um filme adulto. Quem sabe legendado melhore um pouco.

Nova música do Strokes ao vivo.

É a última música do disco novo e se chama “Life Is Simple In The Moonlight“. A apresentação foi no Saturday Night Live. Além dessa eles tocaram também “Under Cover Of Darkness” também do disco novo.

Aqui você ouve a versão original da música:

http://www.omelete.com.br/musica/strokes-ouca-baixe-novo-single-under-cover-darkness/

E aqui você ouve trechos de todas as músicas do disco novo:

http://www.omelete.com.br/musica/strokes-ouca-teasers-de-todas-musicas-de-angles/

tem o clip também.

http://www.youtube.com/watch?v=_l09H-3zzgA