Arquivo para novembro \28\UTC 2011

Smog Fog – Meu sertão (clip)

Essa música está na coletânea de rock gaúcho “Segunda Sem Ley” lançada em 1995.

A banda Smog Fog só lançou duas demos. Fiz esse texto há um tempo atrás falando sobre as demo tapes da banda.

Smog Fog Demos (1988 pela Vórtex) e (1993 independente)

É possível uma banda possuir dois momentos em formato demo tape que são clássicos dentro da história do rock gaúcho? A resposta a essa pergunta é: Sim. As duas demos tapes da Smog Fog são perfeitas e refletem dois momentos da banda mais esquecida do rock gaúcho. Segundo o Baixista João Olair, o único que ainda lembra que a banda existiu sou eu. O que é uma pena. Então aí vai: Smog Fog é uma cortina de fumaça com projeções lisérgicas. Tentarei ser mais claro ao defini-los, mesmo que isso seja um pouco inusitado. Isso mesmo, talvez a palavra seja inusitado. Uma banda completamente non-sense, debilóide e que ao mesmo tempo representava o amor de uma forma quase lírica, talvez suicida, quase inacreditável, talvez perfeita.

Nunca teve um baterista fixo. Mas o trio principal sempre esteve presente. João Olair – baixo, Felipe – vocais e Guilherme – guitarra e backing vocais. A voz do Felipe é algo impressionante e único. É só ouvir para perceber que não existe outra parecida. Os backing retardados do Guilherme faz com que o momento mais obscuro e depressivo se transforme num sorriso. O baixo estranho e a forma tosca com que são executadas as músicas principalmente na primeira demo (da Vortex) é impressionante. Na segunda demo, que acabou se transformando numa terceira, eles melhoram e perdem um pouco desse lado mais tosco, mas recuperam em melodias e execuções, coisas impressionantes como é o caso das músicas “Labirinto” e “Não Sei Lê”. É um material difícil de conseguir e que mereceria um lançamento em cd.

Rock In Rio o caralho!!! Eu fui no SWU!!!

Mas olha rapaz fiquei impressionado com o tal de SWU, nunca tinha visto um evento tão bonito, parecia umas três Efapi de tão grande. E se for falar em termos de chuva, parecia umas quatro Efapi. Mas tudo bem, é o que eu sempre digo, se não quer se sujar, se molhar, levar banho de cerveja, ver pessoas bêbedas, vomitando, fumando (cigarrinhos normais e os do capeta), cotoveladas de todos os tipos, pessoas gritando no seu ouvido, fique em casa e veja pela TV. Show de rock é isso. Onde junta gente, vem sempre o bônus junto. Mas vale a pena.

O SWU tem fama de ser um festival legal, ao contrário do Rock in Rio…. é um festival que esta no seu segundo ano e surpreende pela grandeza e profissionalismo que lida com questões ambientais, respeito com o artista,  público etc A dimensão do espaço em que o evento aconteceu esse ano, só estando lá pra sentir. É muita coisa pra fazer e pra ver. O esquema de dois palcos intercalando os shows é muito bacana e funciona. Só que como tem muita gente, é complicado ficar se deslocando de um lado para o outro. Escolhi um dos palcos para ver o que eu queria mais ver ao vivo que era o show do Primus e Faith no More, daí vi o 311 e o Stone Temple Pilots de bônus.

É a segunda vez que o Primus vem para America do sul e primeira vez no Brasil. Ano passado eles tocaram na Argentina e no Chile. Sou muito fã de Primus e tinha dúvida de como o público se comportaria, mas foi legal perceber que tinha uma galera que conhecia a banda e cantava as músicas etc. Legal também é perceber o espanto das pessoas que ouvem pela primeira vez. O comentário é sempre o mesmo, a banda assusta, é esquisita, mas todos são unanimes em afirmar que Les Claypool é foda.

Primus Sucks!

Primus é uma banda que não tem definição (rótulo). Ou tu gosta e entende o que eles fazem ou fica difícil definir. Já vi diversas tentativas de definições entre “polca psicodélica”, “funky progressivo” e por aí vai. A verdade é que o Primus é uma mistura de muitas coisas. É nessa mistura de elementos peculiares que se materializa a sonoridade da banda de forma única. É funky, progressivo, psicodélico, hora melódico, hora rítmico, em alguns momentos esquisito, dissonante, misturando de tudo um pouco, com letras extremamente lisérgicas e nonsese. Tudo isso regados a performances únicas e um “humor interiorano” de San Francisco (na bay área).

O show do Brasil foi curto pra quem é fã. Quase uma hora num repertório de 11 músicas, mas tudo pareceu muito rápido. O set list contou basicamente com musicas do último disco intercaladas com um repertório de “hits” de todos os discos. O único disco que não foi contemplado foi o “Antipop”, mas com certeza estava ali em essência.

No inicio do show ”Those Damned Blue-Collar Tweekers” do disco “Sailing the Seas of Cheese”, uma pedrada no ouvido, que equilibra o lado mais psicodélico experimental em contrapartida ao lado mais pesado. Definindo a estética de como essa dinâmica aconteceria num contexto mais geral do show. Uma ótima escolha. Na seqüência “Pudding Time” do primeiro álbum de estúdio da banda (Frizzle Fry), que animou o público que cantava o refrão e respondia de forma explosiva: “It’s pudding time children!!!”. Depois disso a banda foi intercalando musicas do disco mais recente com os clássicos da banda. Lógico que pra quem é fã sempre vai faltar muito coisa… e nesse sentido o show foi muito curto. Serviu para matar a vontade, mas esperamos uma turnê pelo Brasil, nos próximos anos. O festival provou que a banda tem público.

O show do Primus é divertido, eu acho os solos engraçados e tudo se torna uma grande brincadeira, divertida e animada de Les Claypool e cia. Desde a decoração com dois astronautas infláveis, até o trocadilho nos cubos Marshall onde eles modificaram a logo retirando o “Hall”, deixando somente escrito “Mars”. As projeções acompanham o ritmo debilóide da banda. Hora com animações, hora com imagens gráficas e lisérgicas relacionadas a música. Sim, se não tomar cuidado pode derreter o cérebro dos desavisados.

Num determinado momento Les Claypool olha para o público e pergunta:

– …então esse é o Brasil! Nunca estive aqui antes… eu tenho que perguntar: quantos de vocês se sentem como se estivessem falando com um gato? sim?! não?! talvez?! Bom, nós somos o Primus e hoje o nosso trabalho é esse: Ser o Primus no melhor de nossas habilidades”

O legal do Primus é isso. Que apesar de parecer exibicionismo, eles são grandes músicos, mas se divertem muito com essas esquisitices e nos proporcionam sonoridades única. Les Claypool toca de forma peculiar e tudo nas mão dele parece tão simples e fácil de ser feito. Les Calypool é o líder, ele que compõe, cuida da proposta estética da banda e tudo mais. O reflexo disso são os discos solos dele, que acompanham essa mesma levada. Mas não tem como não destacar a presença enigmática de Larry Lalonde, que consegue equilibrar, solos, levadas e ruídos que complementam isso tudo.

Lês claypool comentou: ” esse é Jay Lane, eu sou Les Claypool, mas esse cara aqui… é o poderoso Larry Lalonde. Larry não fala muito a não ser quando está muito bêbado. mas ele se comunica com as pessoas através de seu instrumento de seis cordas que geralmente é uma Telecaster Thinline mas que hoje, pra você meu amigo querido, é uma Fender Mustang vermelha. Então agora deixo vocês com os “wiggly fingers” do senhor Larry Lalonde.”

Na bateria a presença de Jay Lane que era da formação original (bem no inicio da banda), mas não havia gravado nenhum disco. Pra mim, da formação original é o Tim Herb que gravou todos os primeiros discos (menos o Brown álbum e o Antipop – gravados pelo Brain que explora sonoridade diferentes e o jeito de tocar bateria muda um pouco, a pegada é outra e as características sonoras do instrumento também.) Recentemente, Tim Herb, retornou a banda e fez alguns shows, é uma pena não ver o show com ele na bateria. Mas com  Jay Lane assumindo as baquetas, as características sonoras não altera muito e ele toca muito parecido com o jeito do Tim Herb.

A banda vinha de um hiato de mais de dez anos sem lançar álbuns novos. Esse ano eles lançaram : Green Naugahyde. O legal é que é um disco do Primus. Tu ouve e pensa. É Primus. Está tudo ali. Do jeito que sempre foi. E ouvindo as músicas no show elas se encaixam perfeitamente no repertorio. Equilibrando momentos mais agitados e enérgicos com viagem profundas e abissais ao universo totalmente distinto de tudo o que você já viu ou ouviu falar.

Em alguns momentos o público ensaiava um coro de “Primus sucks!!! Primus sucks!!!”, que nada mais é do que uma brincadeira bem humorada. Um carinho dos fãs (ao inverso) com a banda. Reza a lenda que o Primus estava numa das suas primeiras apresentação nos idos dos anos 80, (e se hoje a banda ainda soa estranha, imagina naquela época…) e alguém da platéia gritou, Primus Sucks!!!. Les Claypool respondeu de maneira bem humorada que lhe é peculiar, yeah nós somos o Primus e somos uma merda. Virou piada e grito de guerra nos shows.

Confira o show na integra aqui:

Falando em derretimento de cérebro.

O ponto negativo do show do Primus fica a cargo dos comentários esdrúxulos dos jornalistas (a mídia especializada) que deveria ter outra profissão ou lidar com outro segmento. Porque a quantidade de bobagem que determinados “entendidos” escrevem em três parágrafos, chega ser patética. Sei que não é obrigação do jornalista saber tudo, mas pelo menos pesquise e não fale bobagem. Vou citar esse texto falando do Primus, mas vi muito erro, de muito texto falando sobre as bandas, colocando nomes errados, falando de músicas que nem sequer foram tocadas e por aí vai.

Vamos por partes, o texto começa:

01 – “Travestido de Jonny Depp” isso é cumulo da metáfora mais sem fundamento. Como se dividissem o mundo antes e depois do Jonny Depp. Tudo bem o público só ter referencias rasas, mas isso vindo de um jornalista… soa patético… demonstra um total desconhecimento do assunto abordado. O Les Claypool sempre brincou com esse visual vintage e o Jonny Depp nem existia quando o Primus começou.

02 – Dizer que o Les Claypoll é narcisista é foda. Ele é bom, e brinca com esse virtuosismo que lhe é peculiar. Ele toca baixo como se estivesse escovando os dentes e nos show isso fica claro. Quem ouve os discos quer ver ele fazendo isso ao vivo. E ele faz com uma maestria e com certeza, se diverte com isso. Não fica fazendo pose, pelo contrario…

03 – Dizer que a banda não empolgou é a típica observação de quem não conhece a banda e pelo visto sequer viu o show.

04 – Mas o pior esta sempre por vir, o dito jornalista se refere a banda como um quarteto. É pra acabar. O cara viu quatro pessoas no palco. O Primus é um Power trio, e sempre foi.

Enumerei algumas, mas no texto tem inúmeras idiotices. Você que é fã do Primus veja as barbaridades aqui e sinta-se a vontade pra xingar: http://multishow.globo.com/platb/swu-2011/2011/11/14/primus-se-esforca-muito-para-empolgar-plateia/

Faith no More SWU – Be Agressive!!!

Já tinha visto show deles em 91 em Porto Alegre. E tinha sido muito foda. Peguei um show da banda numa época legal. Gosto de ver show de bandas novas, porque ali elas me parecem mais verdadeiras. No caso do Faith no More, é legal é perceber que essa volta deles não é oportunismo e blá blá blá. Tinha tido essa impressão quando eles anunciaram que voltariam a fazer turnês em 2009. Mas todos que foram ver os shows, foram unanimes em afirmar que o troço era foda mesmo. Eles estão com tesão de tocar e sentar a lenha. No SWU o palco todo decorado como se fosse um rito religioso. Tudo branco com muitas flores. Todos eles entraram vestidos de branco e aí sim a coisa começou a fazer sentido.

A introdução do show contou com um poeta Cacau Gomes, o público não foi muito receptivo, porque o povo que esperava há mais de dez horas em pé e na chuva pra ver a banda não queria ouvir poesia de tipo algum. Tudo bem, fazia parte do show e no final de “King For A Day”, Cacau retornou ao palco e para um dueto de leituras com Mike Patton e daí o publico foi mais receptivo.

Ver Mike patton ao vivo é no mínimo inspirador e no máximo dos máximos dizer que ele é o melhor vocalista do mundo. Ele faz o que quer com a voz, do jeito que quer. Não desafina e além de tudo tem uma performance única, totalmente insana, as vezes inconseqüente, doentia. Mike patton sempre foi performático. Entrou no palco mancando e com uma bengala, como se fosse um pai de santo anunciando os fins dos tempos.

O inicio do show foi com uma pedrada nos ouvidos. O repertório foi muito legal e contou com músicas de todos os discos, nem sempre calcado nos sucessos, presenteando o público com lados b. Mike patton brincou com o publico e em muitos momentos falava palavras em português, geralmente palavrões.

Faltou o segundo bis com “we care a lot”. No lugar uns fogos de artifício bagaceiros. Porra caralho SWU, podiam deixar os fogos esperando mais uns 15 minutos. O público estava esperando o segundo bis. E ficou na chuva pra ver isso e não pra ver fogos de artifício que hoje se torna comum e qualquer festinha de igreja tem.

Não tira o brilho, pelo contrario, valoriza uma das grandes apresentações do SWU. Com certeza. Depois de dois dias com shows mais ou menos, encerrou com chave de ouro.
SETLIST:
Woodpecker From Mars ( Delilah)
From Out of Nowhere
Last Cup of Sorrow
Caffeine
Evidence (Portuguese version)
Midlife Crisis
Cuckoo for Caca
Easy
Surprise! You’re Dead!
Ashes to Ashes
The Gentle Art of Making Enemies
King for a Day
Epic
Just a Man
Unknown
Digging the Grave
This Guy’s in Love with You

Info sobre a banda.

http://www.faithnomoreblog.com/

http://www.flickr.com/search/?q=faith+no+more#page=2

Unocultural apresenta: Banda Repolho

Unocultural apresenta: Banda Repolho Show comemorativo dos 20 anos.

A historia da banda Repolho é contada assim, sem glamour, sem glacê ou conservantes artificiais. Como diriam os chapecoenses: É na xinxa mesmo e sem frescura.

Sim, são historias e como boas histórias, merecem ser contadas e ouvidas, as vezes reproduzidas. Diria que são causos. E tudo isso pode ser que vire lenda (sem trocadilhos).

20 anos depois, o Repolho se reúne na sua quase formação original. Com a participação de pessoas que foram (e ainda são) importantes pra banda. Formação original??? O que é isso??? Na verdade de original mesmo só a idéia de fazer algo. E foi isso que foi feito no longínquo 1991 quando a banda surgiu. E se foi feito, foi com a ajuda e participação de todos que estavam por perto.

O show vai ser no auditório do Lang dia 19 de novembro. Já perceberam que vai ser um show chique. Portanto venha bonito porque pessoas mal arrumadas ou em trajes de banho não entram. De feio já chega a banda.

Pode levar as crianças ou idosos que nenhuma musica com teor adulto (ou alcoólico) será executada e nenhum palavrão será dito durante o espetáculo.

A banda Repolho é formada por:

Roberto Panarotto – Vocal

Demétrio panarotto – Guitarra

Anderson Birde (gambatto) – Bateria

Akira Fukai – Baixo.

Dia: 19 de novembro.

Local: aud. Lang Palace Hotel.

Horário: 20:00 h

Obs: Os ingressos serão distribuídos gratuitamente duas horas antes de começar o evento. Ingressos limitados.

http://www.unochapeco.edu.br/saa/correio/2011/11/1321031219422650/mailing_banda_repolho.jpg

Red Tomatoes e Variantes Em Chapecó dia 11.11.11

Sexta feira, dia 11 de novembro no Premier.

Ingressos antecipados (limitados) R$ 10,00 – A Casa Do Lado (49) 3316-3638 – Avenida Fernando Machado 977 D (Chapecó/SC)

Mais informações aqui:
http://www.facebook.com/event.php?eid=131671020274159

“Ordem e Progresso via Pão & Circo”

O novo disco de Giovanni Caruso e o Escambau.

Acesse o link e baixe o disco:

http://tramavirtual.uol.com.br/giovanni_caruso_e_o_escambau/

Assista também o novo clipe: