Arquivo de outubro \10\UTC 2013

Marujo Cogumelo – Videoclip Sangue Blue!

marujo cogumelo sangue blue

Fazer um videoclip é um grande desafio. Ainda mais se pensarmos nessa miscelânea de coisas que se transformaram as imagens em movimento. É cinema, mas tem uma pegada de TV, é TV mas parece videoclip, é videoclip mas parece propaganda de sabão em pó.

Para esse clip pensamos numa proposta um pouco diferente e conseguimos reunir uma equipe enxuta e eficiente para materializar isso. Durante o ano de 2012, tentamos a todo custo fazer um clip na chuva. O inverno de 2012, fez pouco frio e não choveu muito. Mas conseguimos resgatar essa essência e passar o clima frio que a música sugeria. Todas as locações são em Chapecó e arredores.

equipe 01

A foto acima é um momento de descontração depois do termino do segundo dia de filmagens. Fica aqui meu agradecimento a todos que participaram do projeto e se dedicaram a ele.  Ao Guilherme, Gabi e Seu Elírio que foram sempre muito solícitos e responderam as minhas expectativas como diretor e roteirista do clip. A Carol que mais uma vez fez um trabalho impecável na definição dos figurinos. A Gi (Gisele Cansian) e o Kássio que trabalharam na produção. O Grau com o seu olhar único e talento na captação das mais improváveis cenas. Ao Douglas (Toca) que definiu a montagem e cor. Ao Marujo Cogumelo pela confiança na proposta estética e pela possibilidade de materializar uma de suas canções em imagens. E a todos que de uma forma ou outra contribuíram para que o projeto acontecesse.

O clip foi lançado hoje dia 10/10 as 10 h. Espero que gostem.

confiram aqui:

Mini-clip teaser

https://www.youtube.com/watch?v=qFPLkzp6gQU

Cachorro Grande – Selo 180

Selo 180: “Queremos que os audiófilos escutem nossos discos e suas cabeças explodam!” – Rodrigo Garras.

selo 180 3 a

Não me considero um audiófilo, mas explodiu. Recebi (há alguns dias) pelo correio o novo vinil da Cachorro Grande. Esse é o primeiro lançamento (espero que de muito outros que virão) do Selo 180. Isso mesmo o selo tem a ideia de renovar o público interessado por musica em geral, mas principalmente pelo formato analógico do vinil. Sabemos de todos os processos que a indústria musical vem atravessando nos últimos tempos e o vinil se mostrou uma “nova” opção para música. Que ironia.

Pois bem o Selo 180 vem com uma proposta de lançamento fazendo aquilo que o Brasil talvez nem conheça direito que é o vinil com qualidade com alta fidelidade sonora. Lembro-me muito bem da péssima qualidade do vinil nacional até porque ainda tenho muitos deles. Nada era feito com o devido cuidado, a matéria prima era péssima e o cuidado  com processo de qualidade praticamente inexistente. Tudo era visto pela lógica do produto. As pessoas faziam discos “flexíveis” e muitas vezes descartáveis que se deterioravam rápido e que não mantinha a fidelidade de som.

O selo 180 tem essa preocupação. Ele foi criado por um apaixonado por vinil Rodrigo Garras (aqui tem um link com a entrevista dele http://www.selo180.com/entrevista-com-rodrigo-de-andrade/) falando sobre isso. É legal ver pessoas apaixonadas pelo que fazem. E quando essas pessoas se apaixonam por coisas que a gente também gosta, fica mais legal ainda. Somos apaixonados por musica e crescemos nesse universo analógico. Pra nossa geração isso tudo talvez faça mais sentido. O Selo 180 pretende lidar de forma inteligente com a música. Com respeito ao ouvido dos consumidores. Dentro dessa linha fica tudo mais claro quando lemos a entrevista com o idealizador do selo citada acima.

cachoro g

O que realmente me impressiona é a surpresa que eu tive ao abrir a caixa de papelão em formato quadrado (que me lembrou muito os tempos que comprava vinil pelo correio na década de 80 – grandes lembranças). A minha surpresa maior foi quando retirei de dentro o vinil. O cuidado e atenção com que tudo foi feito é digno de grandes lançamentos. Desde o padrão de impressão e qualidade da capa ate os mínimos detalhes na identificação do tipo de produto com uma tarja numerada identificando as características técnicas (quase uma bula). Até o plástico, bastante comum na década de 80 para proteger a capa, é caprichado, resistente e bacana e vem com a marca d’água da Selo. Fica a lógica da primeira impressão. Fiquei um tempo admirando isso tudo. Ao abrir o vinil a surpresa é mais legal ainda. Comprei a edição especial colorida (no caso colorida de dourado/marrom) mas o foco aqui não é falar sobre a banda ou o disco e sim ressaltar o que esta em torno que é simplesmente impressionante. Tenho o habito de comprar discos importados e o nível desse disco da Cachorro Grande é impressionante. Fiquei minutos encantado com esse universo de novas possibilidades. Lógico, resolvi colocar o disco na vitrola para sacar se o som realmente fazia jus a toda essa dedicação. O que eu constatei, foi o melhor som com uma qualidade impecável. Admirável no mínimo. Valeu garras pelos momentos estéticos proporcionados. Vida longa ao Selo 180. E que venham os próximos lançamentos.

Encomende o seu aqui: http://loja.selo180.com/produtos/

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