Arquivo para setembro \28\+00:00 2011

Egisto Dal Santo no Unocultural – SESC – 29.09.2011


Show acústico EGISTO DAL SANTO

(com a participação de Gambona)

29.09, às 19h30, no Teatro do Sesc

Rua Brasília, 475-D, Jardim Itália

A entrada é gratuita.

Os ingressos devem ser retirados com duas horas de antecedência na recepção do Sesc.

Mais informações em: http://unocultural.tumblr.com/

MÚSICA AOS VIVOS

MÚSICA AOS VIVOS

DE 29 DE SETEMBRO A 02 DE OUTUBRO

Horário: 20H

LOCAL: SINDICATO DOS BANCÁRIOS

PROGRAMAÇÃO DOS QUATRO DIAS

29/09 (Quinta-feira) – FAREMOS UMA NOITADA EXCELENTE

Homenagem a ARNALDO BAPTISTA – André L.M.N. , Antonio Marcos e Jakson Kreuz

30/09 (Sexta-feira) – ENTRE RIOS, MOINHOS, CARTOLAS E PAULINHOS Grupo Noz no Samba

01/10 (Sabado) – EM CANTOS DO REI – Grupo Vocal da Escola de Artes

02/10 (Domingo) – UMA ROSA PARA NOEL – Karine da Cunha e Convidados

INGRESSOS:

Antecipados p/ público em geral a R$10 e passaporte p/ 4 shows a R$35.

Antecipados p/ idosos e estudantes (mediante carteirinha ou RG) a R$5 ou passaporte a R$20.

PONTOS DE VENDA

Escola de Artes – Av. Nereu Ramos, 729
Palladium – loja de cds e  café – Av. Getulio D.Vargas, 262
Restaurante Caminho Natural – Av. Fernando Machado, 97d)

www.musicaaosvivos.blogspot.com

IDENTIDADE NO Estúdio A!!!

Confira aqui!!!

http://www.unochapeco.edu.br/unowebtv/play/identidade-acoustic-01

http://www.unochapeco.edu.br/unowebtv/play/identidade-acoustic-02

http://www.unochapeco.edu.br/unowebtv/play/identidade-acoustic-03

Fotos show Repolho no Premier na última sexta feira.

Banda Repolho no Premier - dia 23.09.2011

Valeu aí!!!

Mais fotos aqui: http://www.flickr.com/photos/agitocombalalau/

 

Filme: John Filme

E a Epopéia continua… em grande estilo para comemoração dos dez anos de banda.

A banda Epopéia passou por algumas incertezas nesse ultimo ano. Incertezas são momentos legais, independente dos fatores que originam, o que importa são as definições e os caminhos escolhidos. Nessas horas, se manter de pé é uma dádiva do ser humano. A música é mais forte e a vontade de seguir adiante tem que ser maior. E a música é o maior e o melhor de todos os argumentos.

Nesses momentos é importante a força e a presença dos amigos e família… Todos eles estavam no show. Inclusive os pais do baterista Tubin (que faleceu no inicio deste ano) que foi homenageado em diversos momentos. Foi um show emocionante por vários fatores. Um show repleto de sentimentos, mas que demonstra o crescimento artístico que a Epopéia vinha (e vem) apresentando nos últimos anos. Sempre preocupados em proporcionar ao publico sensações diversas envolvendo varias vertentes artísticas.

Para esse show a banda contou com a participação do Gelson Bini. Ele é assessor externo do SESC – SC e vem fazendo o circuito SESC falando sobre rock e literatura (projeto Guia de Leitura). No dia (noite) anterior (sexta feira – 16) houve um debate sobre rock e literatura (no SESC) que contou com a participação do Gelson Bini, Nico (do Epopéia) e o Mano (professor de literatura). O debate foi rico e juntou um publico interessado em ouvi-los falando sobre música, rock (lógico que quando falamos de rock, nos referimos a diversas possibilidades musicais) e como a literatura esta presente no meio disso tudo. E se falarmos de literatura, não podemos esquecer do cinema, dos quadrinhos, artes plásticas. Enfim… está tudo interligado. E isso reflete muito no que é a proposta do Epopéia. Uma banda que recupera e cria a sua alcunha utilizando um gênero literário, extenso (quase infinito). Em Chapecó a Epopéia é musical. Mas a percepção e inserção de outras vertentes artísticas são inevitáveis.

Na noite do show do Epopéia Gelson se encarregou de ler alguns contos para introduzir o espetáculo e confirmar que as artes são maiores do que qualquer estilo quando caminham juntas. E que a mistura de tudo enriquece e solidifica uma cena cultural. Os textos lidos foram de Marcelino Freire (retirado do livro Angu de Sangue) e “In Silence” de Carlos Henrique Schroeder, escritor catarinense. No final uma liberdade poética. “Loucos? Sempre! Mortos? Nunca! Nunca morremos, apenas deixamos de ser vistos” Gelson Bini

Dedicou o conto para o Tubin e em seguida anunciou a banda Epopéia que introduziu o show com um réquiem visual dedicado ao Tubin. Em seguida as cortinas se abrem e percebemos um palco preparado cuidadosamente para o espetáculo. Objetos e elementos que remetem a sensações. Um gramofone introduziu a canção, “Viagem de mim”, psicodelia progressiva que hipnotizou o público.

Ao fundo do palco uma projeção do filme “Nostalgia” do Tarkovski. Nada mais sugestivo e propicio para ocasião. E ninguém melhor que Tarkovski para ilustrar com imagens esse momento. Tarkovski fala do tempo, do silencio e das coisas simples… Nesse filme ele pontua esse vazio incondicional que sentimos e que podemos preencher de diversas formas. Um cineasta que morreu cedo, mas nos deixou um legado de filmes belíssimos e introspectivos, reflexivos… O momentos era esse e o tema não poderia ser mais propicio.

Na continuidade do show, músicas que estão nos eps lançados ainda com o baterista Tubin, mas também novas canções com a presença do novo baterista (o maninho ex-the Sulky) que segundo declarações da própria banda apareceu na hora certa e deu um novo animo para que a banda estivesse se apresentando novamente.

Além dos quatro músicos oficiais da banda, o show contou com diversas participações especiais. Jackson Kreuz contribuiu com arranjos de teclado/piano em diversas músicas. E em algumas músicas a presença de um naipe de metais (Anderson no Sax e Rodrigo no Trompete). Um show minuciosamente preparado e produzido para o teatro. Como eu sempre tenho costume de dizer. O rock no teatro apresenta muito mais possibilidades do que as torpes apresentações nos botecos e inferninhos. Cada um com suas peculiaridades e utilidades. Mas é ali no teatro, aos olhares fulminantes do publico que a banda mostra o seu valor e garante a excelência do espetáculo.

Uma noite memorável. Bonita e sensacional. E a Epopéia continua…

mais fotos e informações aqui:

http://www.facebook.com/profile.php?id=100002372989453

John filme no SESC (dia 11.09.2011)

John filme. Ao me aproximar percebi uma mulher em preto e branco, quase desnuda, usando poucas roupas e intimas (quase uma Scarlett Johansson nas fotos que vazaram na internete) ao lado de uma imagem circular que sugeria um nome. Era um cartaz que não anunciava nada, mas num esquema meio art-pop meio calabresa, que formava um mosaico de uma repetição em série. Tipo jogo dos sete erros, mas sem os erros. Na mesa ao lado estavam alguns postais com essa mesma imagem. Pensei se tratar de um filme, esta escrito filme, porque não seria um filme? E não era. Quem colocaria o nome filme numa coisa que não é um filme? Percebi isso quando entrei na sala para ver o que estava acontecendo…

John filme é uma banda formada por três garotos estranhos que fazem um rock instrumental barulhento e ficam falando palavrões ao microfone. Um rock vigoroso, forte… talvez apimentado mas que não se define num único estilo. Poderia dizer que é uma falta de estilo, mas isso não vem ao caso porque eles exploram as questões musicais como um todo. Uma hora é funk, noutrahora um hardcore, as vezes uma balada, tudo isso misturados a um monte de outras referencias que podem parecer explicitas ou não. Uma química muito interessante que poderia ser usada como trilha dos filmes do Tarantino ou na Tv Xuxa. A formação me parece um pouco inusitada. Uma banda que se constrói na mistura de tudo um pouco, tinha que apresentar essa diversidade na formação. O baterista é o mais novo deles. Tem 14 anos. É metaleiro de carteirinha (pai, mãe, tio, vizinhos e parteira). O baixista e o vocalista são da mesma idade (e altura), mas um é japonês e o outro é argentino. Poderia dizer que é uma banda que reflete os tempos de internet. Estamos aqui, ali e ali e aqui e em todo lugar. Misturando tudo e não definindo nada. (Precisa definir???)

No palco, além de uma discreta ornamentação vintage que se fazia presente através de um engradado de madeira da serramalte (sem a serramalte) utilizava o contraponto do design moderno e futurista através do microondas ganho na promoção do vídeo de aniversário do supermercado Brasão. Antes de pensar em fazer qualquer apresentação pública, show etc, eles pensaram em participar de um concurso de supermercado. A primeira imagem da banda apareceu num tablóide de mercado ganhando um forno de microondas. Pode ser que seja marketing mas na verdade não é. O microondas é um integrante da banda. Assim como um tal de Matheus Costa (http://www.flickr.com/photos/tomatespacial) que também faz parte, mas fica responsável pelos desenhos e parte gráfica (no caso o postal que estava na entrada do local) e que nem sequer aparece nos shows (nem no palco nem na platéia).

No repertório, somente músicas da banda. Uma série de composições com nomes estapafúrdios (hora engraçados)(Punk negára, palmas pro gringo, mute mode stereo Love entre outros)  e que refletem esse lado descontraído que a banda tem de fazer música. A impressão que fica é que o público é um mero detalhe e que eles estão ali pela diversão mesmo. Seja na performance ou nos comentários religiosamente redigidos ao microfone nos intervalos das músicas. “Saveiro não é um carro, é um estilo de vida.” “Nós somos uma banda pobre e não temos dinheiro pra comprar um afinador e nem contratar um roadie por isso vocês vão ter que ficar ouvindo eu afinar a guitarra.” Enunciou Akira num dos intervalos ruidosos entre uma música e outra.

Na metade do show levanta um gordo barbudo da platéia e vai ate o palco retira um pacote de pipoca de microondas do bolso, abre o pacote, coloca no microondas e espera dois minutos e meio até terminar a música e no caso, estourar as pipocas e sai do palco. Tive a oportunidade de conversar com ele depois do show e ele disse: “gordo que é gordo tem que estar sempre bem preparado para todo e qualquer momento”.

No final do show a grande revelação. O Cowbell utilizado era na verdade uma panela da Gladis (mãe de um dos integrantes e maquiadora da banda). E dessa forma, entre um spot de luz amarelo e um vermelho, a coisa toda vai acontecendo e se transformando.

Num cenário onde as coisas acontecem de maneira lenta e muitas vezes sem estrutura alguma… É legal perceber que o SESC que tem uma estrutura bacana, disponibilize esses espaços para bandas novas. No caso da John filme, uma banda que tem pouco tempo de formação (seis meses), umas músicas no my space, uma participação num programa de televisão, um tablóide de mercado, uns postais e contando com esse do SESC, três shows no currículo.

Em breve vou disponibilizar uns vídeos.

Repolho e Bide ou Balde no Premier em Chapecó dia 23 de setembro.

Foi dada a largada. Compre o seu ingresso antecipado na Vintage. Depois de dois anos sem tocar em Chapecó. A Banda cria vergonha na cara realizará uma brilhante apresentação cantando seus inúmeros sucessos junto ao publico. Baixe os discos. Decore as letras e cante junto. Ouvi dizer que ta rolando até ensaio para essa apresentação.

Raridade: Tyto Livi tocando Memórias de Um Certo Louco.

confira o video abaixo:

Noite Senhor F afirma espaço independente em Porto Alegre

O site Cult News, de Porto Alegre, publicou entrevista com o editor de Senhor F, também criador da Noite Senhor F. Com produção-executiva de Brisa Daitx, e em parceria com o Opinião, o evento é realizado mensalmente em Porto Alegre, sempre aos domingos, às 21 horas. Na entrevista feita por Bianca Rosa, Fernando Rosa fala da origem da Noite Senhor F e das dificuldades atuais para organizar shows, entre outros temas.

Cult News – Qual o propósito da Noite Senhor F?

Fernando Rosa – A principal delas, abrir espaço para as bandas novas. A Noite Senhor F surgiu em Brasília, em 2001, com esse objetivo. Mas espaço com qualidade, palco bom, casa confortável. Nesse sentido, a parceria com o Opinião é fundamental. Graças “ao rock” ainda existe gente ligada em cultura. A primeira etapa, iniciada em dezembro do ano passado, foi de afirmação do evento, do conceito, do dia, do horário. Agora, acredito que estamos passando para a segunda fase, que é a quantitativa. Imaginamos que em setembro, outubro e novembro teremos casa cheia, ou quase isso. As atrações apontam para isso, pela identidade com o evento e com o público que tem comparecido às diferentes “Noites”. Agora, em setembro, temos El Mato a Un Policia Motorizado, a banda mais importante do novo rock argentino. Em outubro, Apanhador Só, a grande banda gaúcha atual, com os paulistamos Garotas Suecas, também destaque independente nacional. E, em novembro, Móveis Coloniais de Acaju, de Brasília, a maior banda independente do Brasil. Zelamos pelo conceito do evento, corremos riscos, mas acredito que construímos um espaço legal para o rock e a música jovem gaúcha.

Cult News – Qual o critério na escolha das atrações?

Fernando Rosa – Olha, temos uma espécie de curadoria informal do evento, eu, o Brisa Daitx, que é o produtor-executivo da Noite Senhor F, o Gabriel do Opinião, o Titi e diversos amigos que nos indicam e sugerem artistas e bandas, ao que adicionamos um pouco de casualidade e simpatia pelo inusitado. Mas o central que orienta a seleção das bandas é a aposta em novos artistas e bandas, que fujam do óbvio, do mais do mesmo, das velhas fórmulas. E temos acertado, a exemplo de bandas novatas como The Tape Disaster, Sociedade Bico de Luz, O Curinga, Catavento de Bolso, entre outras, e artistas individuais como Ian Ramil e Diego Lopes. Isso seria muito mais fácil se as rádios, por exemplo, estivessem mais abertas ao novo, como várias delas já foram, e menos aferradas ao gosto mais conservador.

Cult News – A intenção é ser um evento nacional?

Fernando Rosa – Ao contrário, a idéia é interiorizar o evento, fazendo da Noite Senhor F uma plataforma de circulação independente para o Rio Grande do Sul. Estamos trabalhando para isso, em parceria com o Opinião, buscando casar a Noite Senhor F de Porto Alegre com as principais cidades do interior. Acredito que ano que vem avançamos nessa direção, o que dará uma dimensão cultural importante para a Noite Senhor F. A Noite Senhor F hoje tem sua sede principal em Porto Alegre, no Opinião, onde pretendemos manter. O Sul, e Porto Alegre de forma especial, é um marco de conexão, e o Opinião é uma referência estadual, regional, nacional e para o Mercosul.

Cult News – Qual o maior desafio que você encontra em produzir um evento como este, principalmente em uma cidade como Porto Alegre?

Fernando Rosa – O principal é organizar eventos nesse período de entresafra, de mudança de padrão tecnológica, de novas relações das pessoas com as diferentes mídias. Vivemos um tempo quase que de reeducação da relação entre artista e público, que exige muita atenção dos produtores. É preciso ser mais criativo, ter eventos com conceitos claros, respeitar o “teu” público” em tudo, horários, qualidade do som, ambiente da casa e até mesmo em questões “externas” com a segurança pública. As facilidades para “ficar em casa” são muitas e atrativas, enquanto a rua é sempre um risco, especialmente em relação à violência, como ocorre na Cidade Baixa. Mas não somos daqueles que crucificam o público de Porto Alegre, como se ele fosse diferente de outras capitais do país. A responsabilidade pela construção de uma cena cultural e musical é de todos.

* Entrevista originalmente publicada no site Cult News –  www.cultnews.com.br